Política

Portugal condena jovem a 6 anos por instigar ataques em escolas brasileiras

Réu foi absolvido da maioria das 230 acusações, incluindo vínculo direto com morte de aluna em SP
Condenação de português por ataques a escolas brasileiras em colagem

Um português de 18 anos foi condenado a seis anos de prisão pelo Tribunal de Santa Maria da Feira, em Portugal, nesta quarta-feira (1º), por instigar ataques em escolas brasileiras por meio de um grupo na plataforma Discord.

O réu foi absolvido da maioria das 230 acusações feitas pelo Ministério Público, entre elas as relacionadas diretamente ao ataque na Escola Estadual Sapopemba, em São Paulo, em outubro de 2023, que resultou na morte da estudante Giovanna Bezerra Silva, de 17 anos.

O que o réu foi condenado — e do que foi absolvido

Conforme a Agência France-Presse (AFP), o jovem foi condenado por cumplicidade moral em uma tentativa de assassinato — quando um estudante brasileiro atacou colegas que faziam bullying contra ele —, por posse de pornografia infantil e por incitar adolescentes a cometer atos violentos contra animais.

Sobre a maioria das acusações, o juiz Pedro Botelho Vieira foi contundente. “Toda a narrativa em torno desta situação, segundo a qual o acusado era um monstro capaz das piores ações e o principal responsável por esses atos, foi claramente exagerada, e não ficou comprovado que ele cometeu a grande maioria dos crimes de que foi acusado”, disse o magistrado, citado pela imprensa local.

Ele também criticou o Ministério Público por não ter lido o processo enviado pelo Brasil, que demonstrava que a intervenção do réu “foi praticamente nula”. “Resulta do processo do Brasil que há mais de 30 dias o menor [brasileiro] estava a planear este ataque. Não há qualquer troca de mensagens entre o arguido e o menor”, afirmou o juiz.

Discord como plataforma de instigação

O MP acusou o jovem de comandar um grupo — principalmente na plataforma Discord — no qual incentivava adolescentes à prática de atos violentos, com transmissão ao vivo, contra si mesmas, outras pessoas e animais. Entre as acusações, estava a instigação de quatro massacres em escolas no Brasil.

Três dos ataques foram impedidos pelas autoridades antes de acontecerem. Os eventuais autores tinham entre 12 e 14 anos de idade. O julgamento ocorreu a portas fechadas no tribunal de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, onde o réu morava até ser preso preventivamente em maio de 2024.

O ataque que matou Giovanna Bezerra Silva

Na manhã de 23 de outubro de 2023, um adolescente de 15 anos, aluno da Escola Estadual Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, entrou armado no colégio e abriu fogo contra colegas. Giovanna Bezerra Silva, de 17 anos, foi baleada na cabeça e não resistiu aos ferimentos. Outras três pessoas ficaram feridas. O atirador foi apreendido com a arma e encaminhado à Vara da Infância e Juventude.

Giovanna estava no terceiro ano do ensino médio e morava no Jardim Sapopemba, perto da escola. Em seu perfil no Instagram, costumava publicar fotos e vídeos praticando vôlei — sua paixão declarada. A última postagem foi feita no dia anterior ao ataque, com imagens de um passeio no Parque Água Branca, na Zona Oeste de São Paulo.

“Era como se tivesse arrancado a metade, a maior metade de mim”, disse Denis Bezerra, pai da jovem. A mãe, Mariza, contou que no domingo antes da tragédia a filha havia ido ao teatro com os amigos e voltou animada — a peça falava sobre saudade e afeto.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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