Política

Trump anuncia novo ataque ao Irã e mira controle do petróleo iraniano

Presidente americano quer tomar Ilha de Kharg, de onde sai 90% das exportações de petróleo do país
Trump controle do petróleo iraniano: ameaça à Ilha de Kharg

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (11) que voltará a atacar o Irã à noite e que pretende assumir o controle total do petróleo e gás iraniano — comparando o plano ao que fez com a Venezuela após a queda de Nicolás Maduro.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou ter como alvo preferencial a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã.

Será a terceira noite consecutiva de bombardeios americanos ao território iraniano, apesar do cessar-fogo vigente entre os dois países.

Ormuz fechado e cessar-fogo em colapso

Na manhã desta quinta, o Irã anunciou o fechamento total do Estreito de Ormuz em resposta à ofensiva americana. O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que os ataques tornaram a trégua de quase dois meses “praticamente sem sentido” e que “a responsabilidade pelas consequências extremamente graves desse ato criminoso recai sobre os líderes dos Estados Unidos”.

O cessar-fogo que Teerã agora descarta como inútil foi anunciado por Trump em maio como um acordo “amplamente negociado”, com a reabertura de Ormuz entre as conquistas celebradas pelo presidente americano. O contraste não poderia ser mais direto.

Os bombardeios da noite de quarta-feira (10), segundo o Comando Central dos EUA, tinham como alvo capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea iranianas.

O modelo Venezuela aplicado ao Irã

No Truth Social, Trump deixou claro o modelo que pretende replicar. Desde a queda de Maduro, os Estados Unidos assumiram a comercialização do petróleo venezuelano e a gestão das receitas das vendas para o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez — estratégia que agora o presidente americano projeta sobre o território iraniano e seus imensos recursos energéticos.

À Fox News, Trump disse estar em conversas com autoridades iranianas, que teriam pedido a suspensão dos bombardeios. Teerã negou categoricamente que tais conversas tenham ocorrido. O presidente também afirmou que Israel não estava envolvido nas operações e não descartou novas ações militares contra o país.

O secretário de Guerra Pete Hegseth descreveu os ataques como “fortes e claros” e afirmou que eles avançam os interesses militares americanos no Oriente Médio, abrindo caminho para uma solução diplomática. O Irã respondeu com firmeza: não negocia sob ameaças.

Washington justificou a primeira onda de ataques, na terça-feira (9), como retaliação à derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã. Os bombardeios desta quinta seguem um padrão já estabelecido desde maio, quando ataques americanos ao território iraniano — justificados pelo Pentágono como ação defensiva — já eram acusados por Teerã de violar a trégua.

Semanas antes, Trump já havia descartado qualquer concessão sobre o Estreito de Ormuz — o mesmo ponto que o Irã agora fecha “até novo aviso” como resposta direta aos bombardeios americanos.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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