Meio ambiente

Aquecimento global atinge 1,37°C e pode ultrapassar limite de 1,5°C até 2030

Novo relatório científico aponta que o orçamento de carbono restante para conter o aquecimento pode se esgotar em apenas três anos
Mapa-múndi dos oceanos com indicadores visuais de aquecimento global 1,5 graus até 2030

O aquecimento global provocado pela ação humana chegou a 1,37°C acima dos níveis pré-industriais em 2025, e o planeta corre o risco de ultrapassar o limite de 1,5°C por volta de 2030, caso as emissões de gases de efeito estufa sigam no ritmo atual.

Os dados são da nova edição dos Indicadores Globais de Mudança Climática (IGCC), estudo elaborado por mais de 70 pesquisadores de 17 países para oferecer uma leitura atualizada do estado do clima global entre os grandes relatórios do IPCC.

As emissões globais de gases de efeito estufa atingiram 56,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente em 2024 — novo recorde histórico. A queima de combustíveis fósseis responde pela maior parte desse volume, mas o desmatamento, a agropecuária e as atividades industriais também têm contribuição significativa.

O dado que mais preocupa os pesquisadores é o chamado orçamento de carbono. No início de 2026, restavam cerca de 130 bilhões de toneladas de CO₂ disponíveis para manter a meta de 1,5°C ao alcance — volume que, no ritmo atual de emissões, pode se esgotar em aproximadamente três anos.

Oceanos acumulam sinais de alerta

O relatório trouxe pela primeira vez um indicador sobre ondas de calor marinhas: esses episódios mais do que triplicaram entre 1991 e 2025, com 65 dias registrados apenas no ano passado. Quando a temperatura da superfície do mar permanece muito acima da média por períodos prolongados, ecossistemas marinhos e atividades econômicas ligadas ao oceano são afetados — e eventos climáticos extremos em áreas continentais também podem ser influenciados.

O nível médio dos mares atingiu novo recorde em 2025, acumulando elevação de 23 centímetros desde 1901. A expansão da água pelo aquecimento e o derretimento de gelo em terra estão entre os principais fatores. A alta no nível dos mares não é abstrata: um estudo publicado na Nature Climate Change mostrou que a ação humana quadruplicou a frequência de inundações costeiras extremas desde 1900, consequência direta do mesmo processo de aquecimento medido pelo novo relatório.

Os cientistas estimam que praticamente todo o aquecimento observado na última década foi provocado por atividades humanas. A média de aquecimento de origem humana entre 2016 e 2025 chegou a 1,24°C — muito próxima da temperatura total registrada no período, o que indica contribuição mínima de fatores naturais.

O limite de 1,5°C foi estabelecido pelo Acordo de Paris em 2015 como referência para reduzir os riscos das mudanças climáticas. Embora um único ano acima desse patamar não signifique descumprimento formal da meta, a tendência atual coloca o mundo muito próximo de ultrapassá-lo de forma duradoura.

Em maio, a OMM já havia projetado 75% de probabilidade de que a temperatura média global ultrapasse 1,5°C entre 2026 e 2030 — exatamente o cenário que os novos indicadores climáticos colocam no horizonte de 2030.

A OMM também apontou que a América Latina vive o período de aceleração térmica mais intenso desde 1900, com o continente aquecendo 0,26°C por década — ritmo acima do registrado globalmente, reforçando que o fenômeno não é uniforme nem distante.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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