Economia

S&P rebaixa BRB pela 2ª vez em três meses e aponta incerteza no banco

Nota caiu para brCCC+/brC; agência questiona riscos do plano de capitalização do banco público do DF
Edifício do BRB e Torre de Brasília simbolizando a nota de crédito BRB rebaixada S&P sob pressão

O Banco de Brasília (BRB) teve sua nota de crédito rebaixada pela S&P Global pela segunda vez em menos de três meses. A agência anunciou nesta sexta-feira (6) a mudança do rating de brB- para brCCC+/brC — escala que indica vulnerabilidade severa para honrar obrigações financeiras.

O comunicado cita “crescente incerteza” sobre as operações do banco e “riscos de execução” vinculados ao plano de capitalização em andamento. O BRB tem como acionista majoritário o governo do Distrito Federal e acumula perdas desde as operações malsucedidas com o Banco Master.

A escala brCCC, conforme os próprios critérios da S&P, indica que o emissor está vulnerável e depende de condições favoráveis de negócios, financeiras e econômicas para honrar seus compromissos. A piora de brB- para brCCC+/brC representa dois degraus na escala e ocorre apenas três meses após o rebaixamento anterior, definido em março.

Herança do Banco Master

O patrimônio do BRB foi corroído por uma série de transações com o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Uma tentativa de aquisição do Master pelo BRB chegou a ser iniciada, mas foi barrada pelo Banco Central.

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, com prisões e afastamentos de dirigentes de ambas as instituições. Na sequência, o Master e outros bancos do mesmo conglomerado foram liquidados pelo Banco Central — enquanto o BRB passou a atrasar balanços e a buscar crédito no mercado para recompor seu patrimônio.

Entre as peças do plano de reestruturação que a S&P classifica como incerto está a venda de até R$ 15 bilhões em ativos herdados do Master à gestora Quadra Capital, anunciada em maio.

O plano de capitalização cujos “riscos de execução” a S&P agora questiona é o mesmo empréstimo de R$ 6,5 bilhões via FGC que, desde 1º de junho, está sob fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU).

Moody’s já havia alertado

Em abril, a Moody’s também havia reduzido a nota do BRB, com comunicado que chegou a mencionar risco de default — o calote formal das obrigações financeiras. Na mesma semana, o Banco Central confirmava a aplicação de multas ao BRB pelo balanço de 2025 entregue fora do prazo.

Dois rebaixamentos em sequência, por agências distintas e em menos de dois meses, reforçam o quadro de deterioração da saúde financeira do banco público do DF, enquanto o plano de recuperação ainda não apresenta resultados concretos ao mercado.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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