Política

EUA classificam PCC e CV como terroristas ao lado de Al-Qaeda e Hamas

Designação entra em vigor em 5 de junho; governo Lula tentou barrar a medida e não foi avisado
Confronto diplomático entre Trump e Lula sobre PCC e CV designados terroristas EUA

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) serão incluídos na lista oficial de Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida entra em vigor em 5 de junho.

Com a designação, as duas maiores facções criminosas do Brasil passam a integrar um rol que já reúne Hamas, Hezbollah, Al-Qaeda e Estado Islâmico — atualmente com 94 grupos classificados como ameaça direta aos Estados Unidos.

Conhecida nos Estados Unidos pela sigla FTO (Foreign Terrorist Organizations), a lista reúne grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas ou com capacidade e intenção de praticá-las — e que, pela legislação americana, representam ameaça à segurança nacional.

O que dizem os Estados Unidos

Em comunicado oficial, o governo americano descreveu PCC e CV como “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”. Os grupos, segundo Washington, comandam “milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.

O secretário de Estado Marco Rubio publicou em rede social que a atuação das facções “ultrapassa as fronteiras brasileiras”, chegando a outros países da região e aos próprios Estados Unidos. Semanas antes, deputados democratas no Congresso americano já haviam alertado Rubio de que a designação “poderia prejudicar as relações entre os EUA e o Brasil” — aviso ignorado pela administração Trump.

Um histórico de décadas

A lista de organizações terroristas estrangeiras foi criada em outubro de 1997, com inclusões iniciais como Hamas, Hezbollah e a Frente de Libertação da Palestina. Nos anos seguintes, entraram Al-Qaeda (1999), Estado Islâmico (2004) e o Cartel de los Soles (2025). Com PCC e Comando Vermelho, o total chega a 94 grupos catalogados.

Nos bastidores, o governo Lula trabalhou ativamente para tentar impedir que Washington adotasse a medida. Segundo uma fonte ouvida pela GloboNews, o Brasil sequer foi informado da decisão antes do anúncio oficial — um sinal do grau de tensão nas relações bilaterais.

A articulação para a designação, no entanto, ocorreu às claras do lado oposto do espectro político. A medida foi articulada diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro, que dois dias antes havia pedido pessoalmente a Trump, na Casa Branca, que os EUA adotassem exatamente essa classificação.

Racha político no Brasil

Para o governo federal, a distinção é técnica: pela lei brasileira, terrorismo exige motivação ideológica ou religiosa — critério que PCC e CV não preenchem. A oposição, por sua vez, celebrou a medida como um reforço simbólico e prático ao combate ao crime organizado.

Para a administração Trump, a classificação integra um esforço mais amplo de pressão sobre grupos criminosos na América Latina — parte do que a Casa Branca descreve como compromisso de “desmantelar cartéis e organizações criminosas” na região.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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