Saúde

Morte de fisiculturista expõe epidemia de anabolizantes entre jovens no Brasil

Uso de testosterona cresceu 670% em cinco anos; 1 em cada 16 estudantes já usou hormônios
Jovens brasileiros sob vigilância da Anvisa em contexto da epidemia de anabolizantes

A morte súbita do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, acendeu o alerta para um fenômeno que cresce em silêncio: o uso indiscriminado de anabolizantes no Brasil.

Ganley acumulava 1,7 milhão de seguidores e exibia abertamente o consumo de hormônios como insulina e testosterona. Ele morreu no sábado (23) vítima de cardiomiopatia hipertrófica — doença cardíaca que pode ser agravada pelo uso dessas substâncias.

Os dados confirmam o tamanho do problema: o uso de testosterona cresceu 670% nos últimos cinco anos, segundo a Anvisa. Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia aponta que 1 em cada 16 estudantes do Ensino Fundamental ou Médio já usou anabolizantes.

O caso de Ganley não é isolado. A cardiomiopatia hipertrófica é uma condição em que o músculo cardíaco se espessa de forma anormal — e o uso prolongado de anabolizantes, especialmente testosterona e hormônios derivados, potencializa esse risco de forma silenciosa, sem sintomas prévios evidentes.

O mercado que cresce sem controle

Os números da Anvisa revelam um cenário preocupante: o consumo de testosterona no Brasil aumentou 670% nos últimos cinco anos. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia estima que 1 em cada 16 estudantes do Ensino Fundamental ou Médio já usou anabolizantes — um dado que evidencia como o problema extrapolou os limites das academias de elite.

O fenômeno vai além do fisiculturismo: o mesmo anabolizante que preocupa médicos no esporte de alto rendimento é vendido a mulheres como “chip da beleza” — com promessas estéticas sem nenhuma comprovação científica e sob o mesmo vácuo regulatório da Anvisa.

Por trás desses números há um mercado que opera em brecha regulatória. Implantes com anabolizantes movimentam bilhões no Brasil enquanto a fiscalização recua sob pressão do setor — o mesmo padrão que facilita o acesso irrestrito a hormônios fora do esporte de competição.

A disseminação do uso de anabolizantes tem nas redes sociais um vetor poderoso. Influenciadores com milhões de seguidores normalizam o consumo de hormônios como parte da rotina de treino, sem alertar para efeitos colaterais cardiovasculares e endócrinos de longo prazo.

Desinformação digital alimenta o consumo

Um estudo internacional mostrou que 86% das clínicas hormonais online divulgam informações que contradizem diretrizes médicas — um cenário que ajuda a explicar o crescimento explosivo no consumo de testosterona registrado pela Anvisa nos últimos anos.

Os especialistas ouvidos pelo podcast O Assunto destacam que os anabolizantes abrangem uma gama ampla de substâncias — da testosterona sintética à insulina — com diferentes mecanismos e riscos. No esporte de alto rendimento, o uso é monitorado por equipes médicas. Fora dele, é quase sempre sem qualquer acompanhamento.

Médicos especialistas em cardiologia do esporte alertam: o risco cardíaco dos anabolizantes raramente se manifesta de imediato, o que cria uma falsa sensação de segurança entre usuários jovens — exatamente a faixa etária que mais cresce no consumo, segundo os levantamentos mais recentes.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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