Política

Congresso vota nesta quinta vetos de Lula que afetam repasses eleitorais

Quatro dos 44 dispositivos barrados na LDO 2026 entram em pauta por terem impacto direto no processo eleitoral de outubro
Votação de vetos LDO 2026 eleições: Lula e Congresso Nacional em confronto institucional

O Congresso Nacional se reúne nesta quinta-feira (22) em sessão conjunta para votar vetos do presidente Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026. De 44 dispositivos barrados pelo Executivo, apenas quatro foram selecionados para a pauta — todos com impacto direto no calendário eleitoral deste ano.

Para derrubar qualquer um dos vetos, parlamentares precisam de maioria absoluta de deputados e senadores. Se mantidos, os trechos permanecem fora da LDO 2026. Se derrubados, o governo federal fica obrigado a cumpri-los.

Doações públicas em ano eleitoral

O principal ponto em disputa é um dispositivo aprovado pelo Congresso no fim de 2025 que criava uma exceção à Lei Eleitoral: permitia ao poder público continuar fazendo doações de bens, dinheiro ou benefícios a estados e municípios durante o período pré-eleitoral, desde que o beneficiário tivesse alguma contrapartida. A Lei Eleitoral proíbe esse tipo de transferência antes do pleito justamente para impedir que governos usem recursos públicos para favorecer candidatos.

O Executivo vetou a medida alegando dupla inconstitucionalidade. Se o Congresso mantiver o veto, a proibição segue vigente até outubro.

Outro ponto com reflexo direto no calendário eleitoral envolve municípios com até 65 mil habitantes. O Congresso havia aprovado uma regra que dispensava essas cidades de comprovar adimplência fiscal para receber repasses federais, assinar convênios ou obter doações de bens e insumos da União.

A justificativa era proteger cidades pequenas que, por acumularem dívidas com a União ou com a Previdência Social, ficam bloqueadas de acessar recursos para saúde, educação e infraestrutura. O governo vetou o trecho por entender que a LDO não pode suspender exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal — norma hierarquicamente superior — e que a medida violaria o artigo 195 da Constituição Federal, que proíbe beneficiar entes devedores da Seguridade Social.

Rodovias e hidrovias também estão em jogo

Os outros dois vetos têm menor apelo eleitoral, mas dividem o Congresso por razões fiscais e logísticas. O primeiro permitiria à União destinar recursos orçamentários para a construção e manutenção de rodovias estaduais e municipais, desde que voltadas à integração de modais de transporte ou ao escoamento produtivo. O segundo estendia a mesma lógica à malha hidroviária brasileira.

O Executivo vetou ambos argumentando que as exceções ampliariam de forma significativa a competência federal e poderiam desvirtuar a finalidade dos programas orçamentários, violando os princípios de especialização e vinculação da despesa pública.

Se o Congresso derrubar esses vetos, o governo federal ficará autorizado a repassar verbas para rodovias e hidrovias que não são de sua competência direta. Parlamentares defendem a medida como essencial para o escoamento da produção agropecuária e a integração logística do país — argumento com forte apelo nas bancadas ruralistas e nas regiões produtoras do Centro-Oeste e Norte.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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