Política

Lula usa ironia e descarta ‘Lei Daniel Vorcaro’ para financiar artistas brasileiros

Sem citar Flávio pelo nome, presidente questiona quem recorreu ao banqueiro investigado para bancar filme sobre Jair Bolsonaro
Presidente Lula em contraposição ao financiamento de Bolsonaro: ironia sobre lei Daniel Vorcaro financiamento artistas

Em evento de cultura realizado nesta quinta-feira (21) em Aracruz, no Espírito Santo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou ter recorrido ao que chamou de “Lei Daniel Vorcaro” para financiar artistas brasileiros.

Sem pronunciar o nome de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário nas eleições de 2026, Lula disparou uma pergunta retórica que deixou claro a quem se dirigia.

“Quem imaginava que aquele menino, que parecia ser a pessoa mais santa da família Bolsonaro, estaria pegando milhões de dólares para fazer o filme do pai?”, questionou o presidente.

A “Lei Daniel Vorcaro” citada por Lula remete ao escândalo das últimas semanas: conversas reveladas pela imprensa mostraram que Flávio Bolsonaro pressionava o banqueiro Daniel Vorcaro — investigado por fraudes bilionárias — para financiar Dark Horse, documentário sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O caso expôs a proximidade entre o senador e o empresário, com cobranças por pagamentos e alertas de Flávio sobre o risco de “dar calote” nos astros envolvidos no projeto. Pegado pelos áudios, o pré-candidato do PL primeiro negou qualquer contato com Vorcaro e, horas depois, foi obrigado a admitir as negociações — mantendo que não houve irregularidades.

O episódio ganhou peso por envolver um banqueiro alvo de investigações por supostas fraudes bilionárias. A ligação de Flávio ao empresário rapidamente tornou-se munição eleitoral, num pleito em que os dois disputam com margem estreita nas pesquisas de intenção de voto.

Não é a primeira vez que Lula ataca o adversário sem pronunciar seu nome: na semana passada, em Barretos (SP), o presidente já havia disparado “nesse hospital não tem dinheiro do Vorcaro” — a mesma tática de associar Flávio ao banqueiro investigado sem confronto nominal.

Além do front eleitoral

O discurso em Aracruz abrangeu outros temas. Lula trouxe à tona os bastidores do encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início do mês, descrevendo a reunião como espaço para resolver divergências com diálogo.

“Eu disse a ele: ‘Não adianta. Não quero guerra com você. Quero mostrar, com números, que você está errado e o Brasil está certo'”, relatou o petista.

O presidente também abordou o combate ao crime organizado e cobrou cooperação norte-americana. Citou o empresário Ricardo Magro, apontado em investigações por fraudes no setor de combustíveis e atualmente em Miami. “Eu entreguei o endereço e pedi: ‘me manda esse aí de volta'”, afirmou.

Lula destacou que a Polícia Federal está preparada para agir e que o enfrentamento ao crime exige articulação internacional. Encerrou com uma frase que condensou o tom do evento: “A gente não tem que ter medo de quem fala grosso, mas de quem fala sério. Foi assim que aprendi a fazer o Brasil ser respeitado no mundo.”

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Lula usa ironia e descarta ‘Lei Daniel Vorcaro’ para financiar artistas brasileiros

PF aponta R$ 14,2 mi da Refit à empresa da família de Ciro Nogueira

Alcolumbre barra pedidos de CPMI do Master durante sessão do Congresso

Tribunal francês condena Airbus e Air France por 228 mortos no voo AF447