Política

Trump descarta pedágios em Ormuz e promete retirar urânio do Irã

Em discurso na formatura da Guarda Costeira, presidente americano endureceu o tom e afirmou que não irá ceder nas negociações
Trump em discurso duríssimo sobre negociações com Irã no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou nesta quinta-feira (21) qualquer concessão sobre o Estreito de Ormuz e declarou que retirará o urânio enriquecido do Irã — dois dos pontos mais sensíveis nas negociações em curso.

As declarações mais duras vieram durante a formatura da Academia da Guarda Costeira dos EUA. Horas antes, ao ser questionado sobre as conversas com Teerã, Trump havia dito que daria “uma chance” ao Irã e que não tinha pressa para encerrar definitivamente a guerra.

No discurso na formatura, Trump afirmou que as tropas iranianas foram destruídas e que Washington não irá ceder. A fala contrasta com a postura adotada na véspera, quando o presidente disse que atingir os objetivos da missão era mais importante do que estabelecer um cronograma — sinalizando que o conflito ainda pode se estender.

O Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa parcela significativa do petróleo mundial, está no centro do impasse. O pedágio que Trump diz não tolerar já está em operação: em abril, o Irã confirmou a primeira arrecadação com as tarifas impostas a navios no estreito, anunciadas como medida permanente ainda durante o cessar-fogo.

Na semana passada, Trump já havia rejeitado a proposta iraniana de paz, que incluía o reconhecimento da soberania de Teerã sobre o Estreito de Ormuz — exatamente o ponto que voltou ao centro das declarações desta quinta-feira.

Na segunda-feira (18), Trump havia dado um sinal de abertura ao suspender um ataque contra o Irã a pedido de líderes do Golfo Pérsico, mas já advertia que as Forças Armadas permaneceriam em prontidão para uma ofensiva total caso as negociações colapsassem.

Irã descarta rendição enquanto Trump perde apoio interno

Enquanto Trump endurecia o discurso em Washington, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf — um dos principais negociadores de Teerã —, divulgou mensagem de áudio no Telegram descartando qualquer rendição. Qalibaf afirmou que as Forças Armadas iranianas aproveitaram o cessar-fogo para se reconstruir e alertou que os movimentos “óbvios e ocultos” do governo Trump revelam que Washington busca uma nova rodada de confrontos.

O presidente americano também enfrenta pressão crescente no plano doméstico. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na terça-feira (19) apontou que sua taxa de aprovação caiu para apenas 35% — próximo do piso histórico desde o retorno à Casa Branca.

No mesmo dia, o Senado dos EUA avançou com um projeto de lei que busca obrigá-lo a retirar o país da guerra. Desde que Trump ordenou o ataque ao Irã, no fim de fevereiro, os democratas vêm tentando aprovar medidas para restringir seus poderes de guerra. Até então, os republicanos haviam conseguido votos suficientes para barrar as iniciativas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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