O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa se filiou ao Democracia Cristã (DC) e foi confirmado pelo partido como pré-candidato à Presidência para 2026.
A decisão, porém, gerou racha imediato na sigla: Aldo Rebelo, apresentado como pré-candidato do DC desde o início do ano, declarou à TV Globo que vai manter sua candidatura até a convenção — “mesmo que tenha que judicializar”.
Barbosa não atendeu aos pedidos de entrevista da emissora e ainda não se pronunciou oficialmente sobre a pré-candidatura.
A justificativa da troca
O presidente nacional do DC, ex-deputado federal João Caldas, justificou a mudança em nota: Barbosa representaria “a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições”. Caldas admitiu que a candidatura de Rebelo “não cresceu nas pesquisas” e que, por isso, a troca foi necessária.
Rebelo discordou da narrativa. Ao falar com a TV Globo, o ex-ministro afirmou que a mudança reflete “apenas a versão de João Caldas” e ressaltou que Barbosa ainda não se pronunciou oficialmente. Procurado pela emissora, o ex-ministro do STF não atendeu às solicitações de entrevista.
Trajetória de Barbosa no STF
Barbosa integrou a Corte entre 2003 e 2014, aposentando-se antecipadamente em 31 de julho. Caso permanecesse no cargo, poderia seguir no STF até 2029 — quando completaria 75 anos, o limite constitucional para magistrados.
Rebelo havia se posicionado como pré-candidato do DC desde o início do ano, chegando a chamar o STF de obstáculo ao desenvolvimento — candidatura que não decolou nas pesquisas e que a cúpula do partido agora quer substituir. Saiba mais sobre as propostas de Rebelo e seu embate com a Corte.
Cenário eleitoral para 2026
A entrada de Barbosa na disputa ganha peso simbólico num cenário em que o STF se tornou o tema central das eleições de 2026, com candidatos competindo para apresentar a reforma mais profunda da Corte em que ele próprio atuou por mais de uma década. Veja como presidenciáveis debatem a reforma do STF.
Do lado do governo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pré-candidato à reeleição e deve apostar na defesa de programas sociais e no crescimento econômico. Na direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL) desponta como principal nome ligado ao bolsonarismo para disputar o Palácio do Planalto.
Também buscam espaço o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Em 2018, Barbosa chegou a ser cotado para a corrida presidencial, mas desistiu antes mesmo de formalizar sua candidatura.
