A China confirmou nesta sexta-feira que implementará todos os acordos comerciais firmados com os Estados Unidos, além de criar novos conselhos bilaterais de comércio e investimento.
O anúncio foi feito pelo principal diplomata chinês, Wang Yi, horas após Donald Trump deixar Pequim ao fim de uma cúpula de dois dias com Xi Jinping.
A agência estatal Xinhua também informou que Xi visitará os EUA em visita de Estado no outono — a convite de Trump.
Acordos e mecanismos permanentes
A confirmação de que os dois países implementarão “todos” os acordos anteriores representa o resultado mais concreto da cúpula de Pequim — e sinaliza uma virada na relação bilateral corroída por sucessivas rodadas de tarifas cruzadas.
Os conselhos de comércio e investimento formalizam canais permanentes de diálogo entre as duas maiores economias do mundo. O mecanismo havia sido proposto em março pelo representante americano Jamieson Greer e chegou à cúpula com acordos de até US$ 30 bilhões em produtos elegíveis para redução tarifária recíproca.
Wang Yi divulgou o comunicado oficial pela Xinhua após Trump já ter embarcado de volta para os EUA — gesto que indica a intenção de Pequim de registrar formalmente cada compromisso assumido.
“O presidente Xi Jinping fará uma visita de Estado aos Estados Unidos no outono deste ano a convite do presidente dos EUA, Donald Trump”, declarou Wang Yi, segundo a Xinhua.
Visita marcada para setembro
O encontro em Washington já tem data prevista. Trump havia antecipado o dia 24 de setembro durante o banquete em Pequim, quando os dois líderes prometeram transformar a relação bilateral na parceria mais importante do mundo.
A cúpula foi aberta com tom de conciliação desde o primeiro dia. Ao iniciar as negociações na quinta-feira, Xi defendeu que China e EUA devem ser “parceiros, não rivais” — declaração de princípio que, segundo Pequim, pavimentou todos os entendimentos anunciados no encerramento.
Se confirmada para setembro, a visita de Estado de Xi seria o primeiro encontro em solo americano entre os dois líderes desde o início do segundo mandato de Trump — e deve consolidar a agenda de desescalada comercial iniciada na cúpula de Pequim.
