Política

Eleitorado brasileiro no exterior cresce 32% e chega a 918,9 mil

Lisboa lidera alta puxada pela imigração, enquanto EUA seguem com o maior número de eleitores no exterior
Fachada do TSE com mapa dos EUA ao fundo representa o aumento dos brasileiros que votam no exterior

O número de brasileiros aptos a votar fora do país saltou 31,8% entre 2022 e 2026, chegando a cerca de 918,9 mil eleitores, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O avanço representa cerca de 221,8 mil novos registros em quatro anos.

Lisboa puxou esse crescimento: o eleitorado brasileiro na capital portuguesa saltou 74,1%, de 45,3 mil para mais de 78 mil pessoas, reflexo direto do aumento da imigração brasileira para Portugal.

EUA seguem à frente, mas Lisboa acelera

Apesar do salto lisboeta, os Estados Unidos continuam sendo o país com mais eleitores brasileiros cadastrados: eram 182.986 em 2022 e agora somam 265.437. Das 186 cidades no exterior com registros de brasileiros, 144 tiveram aumento no eleitorado, 34 registraram queda e 3 permaneceram estáveis.

O avanço em Lisboa acompanha a movimentação migratória: segundo o Instituto Nacional de Estatística de Portugal, os brasileiros são maioria entre os imigrantes regulares do país, somando pelo menos 574.195 pessoas até o fim de 2025. O crescimento do eleitorado, porém, não indica necessariamente que o número de brasileiros morando fora tenha aumentado na mesma proporção, já que também reflete novos alistamentos e atualizações cadastrais. O levantamento é parte de um retrato mais amplo: o Brasil chegou a 158,7 milhões de eleitores aptos a votar em 2026, alta de 1,46% frente a 2022.

Entre os grupos etários, a faixa de 40 a 44 anos é a mais numerosa, com 124.782 pessoas, seguida pela de 45 a 49 anos, que cresceu 44,6% e passou a 116.267 eleitores. As mulheres seguem maioria no exterior, com 57,4% dos registros, mas o eleitorado masculino cresceu mais: 35,3% contra 29,3% delas.

Itamaraty amplia locais de votação

Para dar conta do aumento, o TSE aprovou em abril uma verba de R$ 13,2 milhões para locação de imóveis no exterior, a pedido do Ministério das Relações Exteriores. Documento obtido pelo g1 mostra que o Itamaraty passa a trabalhar com 66 endereços a mais neste pleito: 14 nos Estados Unidos, sendo 3 só em Boston, e 8 no Japão, país que concentra a segunda maior quantidade de seções alugadas — 5 delas em Nagoya, quarta cidade com mais eleitores brasileiros em 2026.

As regras de voto no exterior seguem as mesmas do Brasil, com obrigatoriedade para maiores de 18 anos alfabetizados, mas os brasileiros fora do país votam apenas para presidente, sem escolher governador, senador ou deputado.

O campo raça ou cor segue sem preenchimento em 60,6% dos cadastros no exterior, enquanto o cenário nacional caminha na direção oposta, com recorde de 20,5 milhões de eleitores autodeclarados pretos ou pardos. A base também registra alta de 85,7% entre eleitores com deficiência, para 6.614 pessoas, e salto de nove para 369 registros com nome social.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Vinhos importados premium avançam enquanto rótulos baratos perdem espaço

Apelidos no trabalho podem gerar indenização por assédio moral

Usar IA como terapeuta pode piorar crise de saúde mental, diz estudo

Defeso eleitoral gera apagão de dados públicos e ameaça acesso à informação