Meio ambiente

Chuva no Rio chega a 171,9 mm e quebra recorde de setembro sete dias antes do fim do mês

Série histórica do Alerta Rio começou em 1997; a marca anterior era de 2025 e a previsão aponta mais chuva até sexta
Chuva forte sobre o Rio de Janeiro com o Cristo Redentor ao fundo, ilustrando o recorde de chuva no Rio em setembro

A cidade do Rio de Janeiro registrou 171,9 milímetros de chuva em setembro até o início da tarde desta quarta-feira (23) e já tem o mês mais chuvoso de sua série histórica em 29 anos — com uma semana de calendário ainda por vencer.

O recorde foi informado pelo Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio), com base no Sistema Alerta Rio, serviço municipal de meteorologia. A marca anterior, de setembro de 2025, era de 157,7 mm.

Dezenove dias seguidos de chuva

Não foi um temporal isolado que levou o Rio ao topo da série histórica, e sim uma sequência: a prefeitura contabiliza 19 dias consecutivos de chuva na cidade em setembro de 2026.

Para dimensionar o acumulado, vale a conversão usada pela meteorologia: cada milímetro corresponde a 1 litro de água por metro quadrado. Os 171,9 mm equivalem, portanto, a 171,9 litros sobre cada metro quadrado da cidade ao longo do mês.

Frentes frias e umidade do oceano

Segundo o Alerta Rio, o padrão está associado à atuação de frentes frias sobre a região e ao transporte de umidade do oceano em direção ao continente — combinação que sustentou a chuva por quase todo o mês.

Recorde deve crescer antes de o mês terminar

A previsão do próprio serviço municipal indica que a marca ainda pode subir. Para quinta (24) e sexta-feira (25), o cenário esperado é de céu encoberto a parcialmente nublado, com chuva fraca a moderada isolada ao longo do período.

Como o mês só se encerra no dia 30, cada milímetro adicional amplia a distância em relação ao recorde anterior, registrado em setembro de 2025.

Da seca ao recorde em dois anos

O contraste dentro da série histórica, iniciada em 1997, chama atenção: o setembro mais seco já medido é recente — o de 2024, com apenas 6,9 mm. Dois anos depois, o mesmo mês do calendário acumula mais de 20 vezes esse volume na cidade.