Tecnologia

EUA acusam China de usar destilação para copiar IA americana

Pequim nega irregularidades e acusa Washington de aplicar 'dois pesos e duas medidas' antes de encontro entre Trump e Xi Jinping
Trump e Xi Jinping em confronto sobre China destilação de IA americana, com símbolo do DeepSeek entre os dois líderes

O governo dos Estados Unidos acusou nesta terça-feira (8) empresas chinesas de inteligência artificial — DeepSeek, Alibaba, Moonshot AI e Z.ai — de usar a técnica de destilação para copiar capacidades de modelos americanos como os da OpenAI, Anthropic e xAI.

Segundo autoridades de segurança dos EUA, a prática ocorre em escala industrial, provavelmente com aval do governo chinês, e pode acelerar o desenvolvimento de capacidades militares e cibernéticas da China.

Pequim rejeitou as acusações e disse que Washington aplica “dois pesos e duas medidas” para conter a concorrência chinesa em inteligência artificial.

Como funciona a destilação

A destilação é uma técnica em que um modelo de inteligência artificial aprende a reproduzir capacidades de outro sistema a partir das respostas que ele gera, reduzindo o tempo e o custo necessários para treinar uma nova IA do zero.

Segundo o comunicado conjunto de autoridades de segurança e inteligência americanas, divulgado nesta terça-feira, as empresas chinesas estariam aplicando o método de forma “agressiva, maliciosa e direcionada”, em operações que ocorreriam em escala industrial e provavelmente com conhecimento do governo chinês.

A resposta de Pequim

O Ministério do Comércio da China classificou as acusações como “sem base factual ou legal” e afirmou que a destilação é um método técnico neutro, usado amplamente por empresas de IA em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores pediu que Washington evite “acusações falsas” contra o país.

Não é a primeira vez que o tema gera atrito público entre as duas potências: em julho, a Anthropic já havia formalizado denúncia de destilação em larga escala contra o Alibaba, episódio que levou a empresa chinesa a banir o uso do Claude Code entre seus funcionários.

Bastidores da disputa

A ofensiva americana ocorre às vésperas de uma rodada de conversas entre Washington e Pequim: o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping devem se encontrar ainda neste mês, e os dois países planejam discutir riscos de segurança ligados à inteligência artificial na mesma agenda.

O argumento chinês de que a destilação é prática corriqueira no setor encontra respaldo em episódios recentes nos próprios Estados Unidos: em maio, Elon Musk admitiu em tribunal que a xAI — uma das empresas citadas como alvo das operações chinesas — usou dados da OpenAI para treinar o Grok, em um caso semelhante ao que agora é atribuído às companhias chinesas.

A agência Reuters já havia informado em julho que pesquisadores militares chineses usaram resultados de modelos avançados de IA americanos para desenvolver sistemas próprios e ampliar capacidades de defesa do país — um dos riscos citados pelas autoridades dos EUA no novo comunicado.

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Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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