Tecnologia

Meta começa a testar notas da comunidade na América Latina

Ferramenta inspirada no X, de Elon Musk, deve substituir checagem profissional de fatos feita por parceiros da empresa na região
Logo da Meta sobre mapa da América Latina representando expansão das notas de comunidade da Meta

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, anunciou nesta quarta-feira (9) o início dos testes das Notas da Comunidade em 16 países de língua espanhola da América Latina.

A novidade é mais um passo para substituir, na região, o programa profissional de checagem de fatos mantido pela empresa com organizações especializadas — sistema que a Meta já encerrou nos Estados Unidos no ano passado.

Como funcionam as notas de comunidade

O modelo testado pela Meta é inspirado no sistema criado pelo X (antigo Twitter), plataforma de Elon Musk, que usa notas de comunidade desde 2021 e as ampliou a partir de 2022. A ferramenta de moderação coletiva insere avisos abaixo de publicações consideradas potencialmente enganosas.

As notas são propostas e escritas por usuários voluntários, previamente inscritos, sem qualquer edição das equipes da plataforma. Depois, outros usuários avaliam se o conteúdo é útil, considerando critérios como a pertinência das fontes citadas e a clareza das informações apresentadas.

Critério de diversidade nas avaliações

Segundo o X, o cálculo de utilidade de uma nota não leva em conta apenas quantos colaboradores a classificaram como boa, mas também se esses avaliadores pertencem a diferentes perspectivas dentro da rede. “Nós nos baseamos nos usuários mais ativos de uma rede social ou plataforma para aumentar a qualidade dos conteúdos”, disse à AFP Lionel Kaplan, presidente da agência Dicenda, especializada em conteúdo para redes sociais.

Uma alternativa ‘menos parcial’ ao fact-checking

A Meta define o novo sistema como menos parcial do que a checagem profissional de fatos, argumento usado pela empresa para justificar o fim gradual das parcerias com agências de verificação. O princípio, segundo especialistas, se aproxima do modelo colaborativo da Wikipédia, que também depende do trabalho voluntário de usuários mais engajados para manter a qualidade das informações.

A expansão para a América Latina amplia o alcance de uma mudança que a Meta já havia adotado nos Estados Unidos, sinalizando que o modelo de moderação por comunidade deve se tornar padrão nas plataformas da empresa em outras regiões do mundo.

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Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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