Política

Relatora amplia projeto que usa receita do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis

Parecer inclui benefícios a fertilizantes e minerais críticos e deve ir a voto nesta quarta-feira
Lula, barris de petróleo e plenário da Câmara ilustram projeto de redução de impostos sobre combustíveis

A deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO) protocolou nesta quarta-feira (12) na Câmara dos Deputados o parecer que amplia o projeto de lei sobre uso da receita extra do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis.

O texto passa a incluir benefícios fiscais a minerais críticos e fertilizantes, além de manter a isenção para a Copa do Mundo Feminina de 2027. A votação está prevista para esta quarta-feira.

Como funciona o mecanismo de compensação

Pelo texto, o governo poderá reduzir tributos federais sobre diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação, compensando a perda de arrecadação com receitas extraordinárias do petróleo — royalties, participações especiais, impostos do setor de óleo e gás e dividendos de estatais ligadas ao segmento. A proposta nasceu de um projeto enviado pelo governo em abril, que já previa usar essas fontes para cortar PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis, como mostrou o Tropiquim em abril; o parecer desta quarta amplia esse escopo com novos setores.

Para preservar a competitividade do etanol frente à gasolina, o relatório determina que qualquer desoneração da gasolina mantenha a vantagem do biocombustível: se a tributação federal da gasolina cair 30% ou mais, as alíquotas sobre o etanol deverão ser zeradas. O governo também fica autorizado a conceder subvenção de até R$ 1,2 bilhão aos produtores de etanol entre maio e agosto de 2026, além de permitir o uso de saldos credores de PIS/Pasep e Cofins pelo setor.

O parecer cria ainda crédito fiscal para projetos de produção de fertilizantes e suas matérias-primas no Brasil e retira do limite do Arcabouço Fiscal R$ 2,5 bilhões em investimentos de defesa, além de antecipar de 2027 para 2026 até R$ 3 bilhões em investimentos de educação e saúde bancados pelo Fundo Social.

Meses de impasse até a votação

O projeto esteve na pauta da Câmara em diversas oportunidades no primeiro semestre de 2026, mas nunca chegou a ser votado. Diante do impasse, o governo recorreu em maio a uma medida provisória para subsidiar gasolina e diesel enquanto o PL ficava parado.

A versão final do parecer, que deve ir a voto nesta quarta, foi fechada na noite de terça-feira (11) em reunião entre a relatora e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. O texto ainda carrega parte de sua motivação original: reduzir os efeitos econômicos do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio sobre o preço dos combustíveis no país.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Dólar recua com petróleo abaixo de US$ 100 e pacote anticrise de Lula

Decreto limita subsídio ao diesel a R$ 10 bi e exige nota fiscal para liberar benefício

Petrobras reajusta diesel em R$ 0,38 mas consumidor paga apenas R$ 0,06 a mais

Estados recusam corte do ICMS e dizem que desconto não chega ao consumidor

Governo endurece fiscalização do piso do frete para evitar nova greve de caminhoneiros

Haddad leva proposta a estados sobre ICMS do diesel, mas governadores resistem