Política

Pesquisa: 70% dos argentinos rejeitam ataques de Milei a Lula

Rebaixamento diplomático entre Brasil e Argentina se aprofunda após crise
Milei e Lula em confronto editorial; argentinos rejeitam ataques de Milei ao presidente brasileiro

Pesquisa da consultoria argentina Zuban Córdoba revelou que 70% dos argentinos desaprovam os ataques do presidente Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento ouviu 1.200 pessoas com mais de 16 anos entre os dias 8 e 10 de agosto.

A rejeição segue à sequência de ofensas feitas por Milei durante a convenção do PL em São Paulo, que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, e a declarações posteriores contra o Brasil.

O que motivou a crise

Na convenção nacional do PL em São Paulo, no início de agosto, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, Milei chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca” e classificou Lula de “presidiário”. Moraes havia impedido o argentino de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No dia seguinte, em entrevista a uma rádio argentina, ele foi além e acusou o governo brasileiro de ter financiado 25% de uma suposta campanha para difamar a Argentina durante a Copa do Mundo, sem apresentar provas. Milei também afirmou que Lula enviou marqueteiros ao país vizinho para apoiar o candidato Sergio Massa, derrotado nas eleições presidenciais de 2023.

Resposta diplomática do Brasil

Diante das falas, o Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília e chamou para consultas o embaixador brasileiro em Buenos Aires. O chanceler Mauro Vieira classificou o episódio como “sem precedentes” e, dias depois, rebaixou formalmente as relações diplomáticas com a Argentina, mantendo o embaixador argentino em Brasília enquanto os ataques continuarem.

Reação de Lula e repercussão

Lula inicialmente evitou responder às provocações. Questionado por jornalistas, respondeu apenas: “Quem é esse cara?”. Dias depois, porém, endureceu o tom e classificou a participação de Milei no evento do PL como uma “patacoada”, durante um ato do PSB, quando afirmou que não aceitaria interferências externas na política brasileira.

“Eu não falei nada, porque a minha relação é uma relação de chefe de Estado com o Estado (…) Eu gosto do povo argentino e não vou ficar trocando coisa com aquela coisa”, disse o presidente brasileiro.

A postura argentina reforça uma estratégia deliberada: a imprensa local já sinalizava que Milei não pretendia pedir desculpas ao Brasil, nem por meio do embaixador nem pessoalmente, mesmo diante da repercussão negativa medida pela pesquisa.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Novo secretário dos EUA para América Latina já criticou Moraes

Lula reage à desinformação da Argentina e busca diálogo com Trump

Milei recusa pedir desculpas ao Brasil, diz imprensa argentina

Milei acusa Brasil de liderar campanha anti-Argentina na Copa

Milei republica posts com críticas a Lula em meio a crise diplomática

Brasil convoca embaixador na Argentina após críticas de Milei a Moraes