O partido Avante oficializou nesta segunda-feira (3) a candidatura do escritor e psiquiatra Augusto Cury à Presidência da República, em convenção realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Cury, conhecido por livros de autoajuda, defendeu a criação do regime semipresidencialista e indicou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como possível primeiro-ministro.
Regime semipresidencialista com Tarcísio como premiê
Durante a convenção, Cury detalhou a proposta central de seu programa: mudar o regime presidencialista para o semipresidencialista. Pelo modelo, o presidente cuidaria de temas estratégicos — Forças Armadas e política externa —, enquanto um primeiro-ministro giraria a rotina de governo. Cury citou Tarcísio de Freitas como nome cotado para o cargo.
“Um primeiro-ministro que está no meu radar, que eu teria o privilégio de convidar, ele se chama Tarcísio de Freitas”, disse o candidato, sob aplausos dos filiados presentes na Alesp.
Neurodivergência e educação
Cury também defendeu atuação em prol de 32 milhões de neurodivergentes. O número diverge do único levantamento oficial disponível: o Censo 2022 identificou 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista no país, sem contabilizar diagnósticos de TDAH ou dislexia. Entre as propostas educacionais, o escritor citou ensino integral e educação técnica no ensino médio.
Vice indefinido e aliança com Zema descartada
Questionado sobre uma chapa única com Romeu Zema (Novo), Cury afirmou que a possibilidade está “quase descartada”, apesar de conversas anteriores sobre o tema. A possível aliança de chapa única com Romeu Zema — cujo Partido Novo o oficializou para a presidência semanas antes, também sem vice definido — foi descartada por Cury às vésperas do prazo final das convenções.
O Avante ainda não definiu o nome que acompanhará Cury na chapa. Os partidos têm até quarta-feira (5) para encerrar suas convenções e até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral.
A convenção reuniu ainda o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o presidente da Alesp, André do Prado (PL), candidato ao Senado. A presença de Tarcísio na convenção do Avante não foi por acaso: o governador consolida uma base de apoio crescente para sua reeleição em São Paulo e ganhou mais um aceno presidencial ao ser apontado por Cury como possível primeiro-ministro.