A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária de agosto permanecerá amarela, mantendo o adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh na conta de luz dos brasileiros.
A cobrança extra está em vigor desde maio e reflete condições menos favoráveis para a geração de energia pelas hidrelétricas do país.
Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias
O modelo criado pela Aneel sinaliza as condições de geração de energia elétrica no país. Quando chove menos e as hidrelétricas produzem menos energia, torna-se necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo de operação mais alto. Para cobrir essa despesa extra, a agência aciona as bandeiras amarela, vermelha patamar 1 ou vermelha patamar 2, cada uma com uma taxa adicional cobrada diretamente na conta de luz.
Valores cobrados por faixa
Na bandeira verde, quando as condições de geração são favoráveis, não há cobrança extra. Já na bandeira amarela, em vigor em agosto, o acréscimo é de R$ 18,85 por MWh consumido, equivalente a R$ 1,88 a cada 100 kWh.
Se a situação piorar e a Aneel acionar a bandeira vermelha patamar 1, o custo adicional sobe para R$ 44,63 por MWh (R$ 4,46 a cada 100 kWh). No patamar mais crítico, a bandeira vermelha patamar 2, a taxa chega a R$ 78,77 por MWh, ou R$ 7,87 a cada 100 kWh.
Impacto para o consumidor desde maio
A bandeira amarela já está em vigor há três meses seguidos, o que significa que o adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh vem sendo cobrado nas contas de luz desde maio. Para quem consome, por exemplo, 300 kWh no mês, o acréscimo mensal fica em torno de R$ 5,66.
A manutenção da bandeira amarela indica que as condições de geração de energia seguem menos favoráveis, sem chegar ao patamar mais grave das bandeiras vermelhas. Ainda assim, o valor extra pesa no orçamento das famílias, especialmente em residências com consumo mais alto.
