A Aneel anunciou nesta sexta-feira (26) que a bandeira tarifária para outubro será vermelha 1, mantendo a cobrança extra na conta de luz dos brasileiros. A decisão foi motivada pelos baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, exigindo maior uso de termelétricas.
Com a bandeira vermelha 1, a conta de luz terá acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. O reajuste médio previsto para 2025 é de 6,3%.
Entenda a bandeira vermelha 1
A bandeira vermelha 1, definida pela Aneel, indica condições desfavoráveis para a geração de energia, normalmente devido à escassez de chuvas e baixos níveis de reservatórios nas principais hidrelétricas do país. Nesses casos, há necessidade de acionar usinas termelétricas, que têm custo de produção mais elevado.
A cobrança adicional da bandeira vermelha 1 será de R$ 4,46 para cada 100 kWh consumidos em outubro. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia e ajustar automaticamente o valor cobrado na conta de luz conforme a situação do setor elétrico.
Motivos para a decisão
Segundo a agência, a manutenção da bandeira vermelha 1 ocorre devido à persistência das condições hidrológicas desfavoráveis. Os níveis baixos nos reservatórios continuam pressionando o sistema elétrico, tornando necessário o uso intensificado de termelétricas para garantir o fornecimento de energia em todo o país.
Impactos e projeções para 2025
Além do acréscimo imediato nas contas de outubro, a Aneel projeta um reajuste médio de 6,3% nas tarifas de energia elétrica em 2025. Esse aumento deve superar a inflação prevista para o período e é influenciado principalmente pelo orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fixado em R$ 49,2 bilhões para o próximo ano.
Como funciona o sistema de bandeiras
O sistema de cores da agência classifica as condições de geração de energia e define o valor do acréscimo na conta:
- Bandeira verde: condições favoráveis, sem custo extra;
- Bandeira amarela: condições menos favoráveis, R$ 1,88 por 100 kWh;
- Bandeira vermelha 1: condições desfavoráveis, R$ 4,46 por 100 kWh;
- Bandeira vermelha 2: condições muito desfavoráveis, R$ 7,87 por 100 kWh.
Quando as hidrelétricas produzem menos energia devido à falta de chuvas, o acionamento de termelétricas aumenta o custo e acarreta a aplicação de bandeiras tarifárias mais caras.