Política

Lula cumpre 26 de 36 promessas de campanha após três anos e meio

Balanço do g1 avalia governadores eleitos em 2022 e mostra quem cumpriu mais compromissos de campanha
Lula e Ronaldo Caiado lado a lado ilustram balanço de promessas de campanha cumpridas em 2022.

O g1 divulgou nesta quarta-feira (22) o balanço de promessas de campanha do presidente Lula (PT) e dos governadores eleitos em 2022, com dados atualizados até 30 de junho de 2026.

O levantamento mostra que Lula cumpriu 26 das 36 promessas feitas na campanha, enquanto o desempenho dos governadores variou conforme o estado e a área avaliada.

Como funciona o monitoramento

O projeto Promessas dos Políticos, mantido por jornalistas do g1 desde 2015, acompanha o cumprimento de propostas apresentadas em entrevistas, debates, discursos e planos de governo. O recorte atual cobre o período entre 1º de janeiro de 2023, início dos mandatos, e 30 de junho de 2026.

As áreas avaliadas incluem saúde, educação, segurança pública, economia, infraestrutura, meio ambiente, cultura, direitos humanos e transparência — temas que afetam diretamente o cotidiano da população.

O desempenho de Lula e dos governadores

Na esfera federal, Lula já cumpriu 26 das 36 promessas de campanha, com destaque para a reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Entre os estados, o desempenho é desigual. No Tocantins, Wanderlei Barbosa cumpriu apenas 5 das 18 promessas assumidas em 2022, com metas ambientais praticamente paradas. Já em Goiás, Ronaldo Caiado e o sucessor Daniel Vilela somam 10 das 22 promessas cumpridas — Caiado renunciou ao governo para disputar a Presidência da República nas eleições de outubro.

A exigência de desincompatibilização fez com que outros governadores também deixassem o cargo neste ano para concorrer a novos postos, casos em que o levantamento passou a considerar o trabalho dos vices que assumiram as gestões estaduais.

Próxima atualização

Segundo o g1, todos os levantamentos serão atualizados apenas no fim de 2026, quando os mandatos de governadores e do presidente chegam ao fim. Até lá, o balanço serve como referência para o debate eleitoral que já se desenha para outubro, com gestão pública e cumprimento de promessas entre os temas mais sensíveis para o eleitor.