Política

Governo do DF cumpre só 5 das 16 promessas de campanha feitas em 2022

Escolas cívico-militares e restaurantes comunitários avançaram, mas expansão da saúde ficou no papel
Ibaneis Rocha, governador do DF, simboliza o cumprimento parcial das promessas de campanha do DF

Levantamento do g1 mostra que o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e a governadora Celina Leão (PP) cumpriram apenas 5 das 16 promessas de campanha assumidas na eleição de 2022 para o Distrito Federal, balanço que cobre o período entre janeiro de 2023 e junho de 2026.

Entre as entregas estão a ampliação das escolas cívico-militares e dos restaurantes comunitários, enquanto a meta de ampliar a rede de saúde com novas UBSs, UPAs e hospitais regionais avançou pouco.

Os compromissos cumpridos

A rede de escolas com gestão compartilhada entre as secretarias de Educação e de Segurança Pública passou de 17, em 2022, para 42 unidades — acima da meta de 40 prometida por Ibaneis Rocha para o fim de 2026. Os restaurantes comunitários também cresceram, de 14 para 18 endereços, com novas unidades em Samambaia Expansão, Sol Nascente/Pôr do Sol, Arniqueira e Varjão.

Outras entregas incluem dois reservatórios de água tratada para reforçar o abastecimento na região norte do DF, beneficiando mais de 355 mil moradores de Sobradinho, Sobradinho II, Itapoã, Paranoá e do Grande Colorado, além da criação do Programa Órfãos do Feminicídio, que oferece apoio financeiro a crianças e adolescentes que perderam a mãe vítima de feminicídio.

Promessas cumpridas apenas em parte

A construção de escolas em regiões como Recanto das Emas, Estrutural, Paranoá, São Sebastião e Santa Maria não saiu do papel — apenas duas unidades foram entregues, em Itapoã. O atendimento nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) também mudou: as filas presenciais acabaram com o agendamento por telefone e internet, mas moradores relatam esperas de semanas por uma vaga virtual.

O que não saiu do papel

A promessa mais sensível — ampliar a rede de saúde com 18 UBSs, duas UPAs e três hospitais regionais — praticamente não avançou: apenas a UBS 5 da Chapadinha, em Brazlândia, foi entregue. O governo informa ter assinado, em junho de 2025, contratos de R$ 118,7 milhões para sete novas UPAs, das quais seis estão em obras.

Também ficaram parados os planos de expandir o metrô para oito regiões administrativas, privatizar o sistema por meio de PPP e instalar ciclovias e bicicletas compartilhadas na Rodoviária do Plano Piloto. A meta de reduzir em 25% as emissões de gases-estufa até 2025 tampouco foi alcançada: dados do Observatório do Clima apontam queda de apenas 15,2% frente a 2013.

Das quatro novas Casas da Mulher prometidas, o DF manteve apenas a unidade de Ceilândia; em seu lugar, foram abertos quatro Centros de Referência da Mulher Brasileira, sem delegacia especializada nem alojamento. Com a renúncia de Ibaneis em abril para tentar uma vaga no Senado — candidatura da qual desistiu —, coube a Celina Leão assumir o governo e agora concorrer à reeleição carregando esse histórico.

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