Romeu Zema (Novo) e o atual governador Mateus Simões (PSD) cumpriram apenas 4 das 12 promessas de campanha assumidas em 2022, aponta levantamento do g1. Zema deixou o Palácio da Liberdade em março para concorrer à Presidência da República em 2026.
Simões assumiu o governo mineiro e agora é pré-candidato à reeleição. Das promessas, quatro foram cumpridas, quatro ficaram parciais e quatro não saíram do papel — caso do reajuste ao funcionalismo.
Hospitais atrasados e cirurgias em queda
Nenhum dos cinco hospitais regionais prometidos por Zema ficou pronto no prazo de 24 meses estipulado em 2022. O Hospital Regional de Teófilo Otoni só começou a funcionar parcialmente em maio de 2026, enquanto as unidades de Governador Valadares e Conselheiro Lafaiete ainda estão em obras.
O governo diz que retomou construções paralisadas havia anos e promete concluir todas as unidades até o fim de 2026.
Na saúde, a oferta de cirurgias eletivas também recuou: eram 880 procedimentos disponíveis em mais de 300 municípios no fim de 2022, número que caiu para 746 procedimentos em 278 cidades atualmente. O recuo no número de cirurgias eletivas ofertadas em Minas Gerais tem eco no Rio Grande do Sul, onde Eduardo Leite avançou nas cirurgias contratadas mas também não conseguiu zerar as filas prometidas na campanha de 2022.
A gestão mineira atribui a queda ao fim do represamento de cirurgias gerado pela pandemia e a uma portaria do Ministério da Saúde que reclassificou parte dos procedimentos como urgência.
Salário do funcionalismo perde para a inflação
O compromisso de reajustar anualmente os salários dos servidores também não foi cumprido. Em 2024, o aumento concedido foi de 4,62%, equivalente à inflação daquele ano, e em 2026 o reajuste ficou em 5,4% — abaixo dos 9,09% acumulados pela inflação de 2024 e 2025 somadas. O governo alega restrição fiscal e diz ter seguido as hipóteses permitidas por lei.
Entre as promessas cumpridas estão a unificação dos dados de segurança pública na Bisp, a expansão do ensino médio integral — que saltou de 61 mil para 98,3 mil alunos — e a concessão à iniciativa privada dos parques estaduais Ibitipoca, Itacolomi e Pau Furado, além do novo regulamento do ICMS, lançado em 2023.
Já a privatização de estatais avançou apenas parcialmente: a Copasa foi vendida em junho de 2026, mas a Cemig segue sob controle estadual. Zema deixou o governo de Minas Gerais justamente para disputar a Presidência em 2026 contra Lula, que, pelo mesmo levantamento do g1, cumpriu 26 das 36 promessas feitas em sua campanha de 2022.
