Política

Convenções partidárias começam nesta segunda e definem candidatos de 2026

Partidos têm até 5 de agosto para escolher nomes ao Planalto, governos estaduais e Congresso
TSE e Congresso Nacional simbolizam as convenções partidárias eleições 2026 que definem candidatos

Os partidos políticos brasileiros iniciam nesta segunda-feira (20) as convenções que vão escolher os candidatos à Presidência, governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. O prazo final para a realização dos encontros termina em 5 de agosto.

Os eventos, que podem ser presenciais, virtuais ou híbridos, também definem eventuais coligações entre siglas para os cargos majoritários e o número que cada candidato usará na urna.

Como funciona a escolha dos candidatos

Para ter o registro de candidatura aprovado na Justiça Eleitoral, é obrigatório passar pela convenção partidária. “O candidato, para que obtenha o deferimento do seu registro de candidatura, deverá, necessariamente, ter sido escolhido em convenção”, afirma Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral e sócio do Barcelos Alarcon Advogados.

Cada legenda decide o formato do evento e o método de escolha dos nomes — votação direta dos filiados, reunião de lideranças partidárias ou outro critério interno. As convenções ocorrem em três níveis (nacional, estadual e municipal), e partidos que integram federações realizam encontros unificados.

Nas candidaturas proporcionais ao Congresso Nacional, o TSE exige que as siglas respeitem a cota de gênero, com no mínimo 30% e no máximo 70% de candidatos de cada sexo. Nos 15 dias anteriores ao evento, os pré-candidatos podem fazer propaganda intrapartidária, restrita aos filiados, para conquistar apoio interno antes da votação.

Antes mesmo de as convenções começarem, o Ministério Público Eleitoral já havia dado dez dias para os partidos informarem como pretendem barrar candidaturas ligadas ao crime organizado, exigência que ganha peso agora que as siglas começam a fechar suas chapas.

Calendário aperta até a campanha oficial

Depois de escolhidos nas convenções, os candidatos têm até 15 de agosto para registrar a candidatura na Justiça Eleitoral. A campanha começa oficialmente no dia 16, quando propaganda e eventos nas ruas e na internet passam a ser permitidos.

Os cinco principais nomes da disputa presidencial já marcaram suas convenções, quatro delas em São Paulo, estado com o maior colégio eleitoral do país.

A liberação dos eventos também aciona a proteção da Polícia Federal aos presidenciáveis — a segurança dos candidatos à Presidência deve custar R$ 95 milhões aos cofres públicos neste ano, 66% a mais que em 2022. No Congresso, o efeito já é sentido antes mesmo do início da campanha: o calendário eleitoral tem levado o Legislativo a esvaziar a pauta e adiar votações importantes para depois de outubro.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

China vira alternativa ao tarifaço dos EUA, mas com limites, dizem analistas

Sem o Brasil, bares esperam faturamento até 45% maior na final da Copa

Motorista de aplicativo ganha menos por hora, aponta estudo do TST

Governo Lula chama de ‘inaceitável’ exigência dos EUA para reduzir tarifaço