Política

Irã ataca bases dos EUA no Golfo e petróleo dispara a maior alta em um mês

Kuwait, Bahrein e Jordânia sofrem mísseis e drones na sétima noite de bombardeios americanos ao Irã
Barris de petróleo em destaque simbolizam alta nos preços após ataques do Irã no Golfo contra bases militares dos EUA.

O Irã lançou novos ataques no Golfo neste sábado (18), atingindo bases americanas no Kuwait, Bahrein e Jordânia, na sétima noite consecutiva de bombardeios dos Estados Unidos contra alvos militares iranianos.

A Guarda Revolucionária afirmou ter destruído radares, aeronaves e um centro de dados de inteligência dos EUA, enquanto o Aeroporto Internacional do Kuwait suspendeu voos por ameaças de mísseis e drones.

A escalada ocorre uma semana após o colapso do cessar-fogo e já levou o petróleo a subir mais de 4%, atingindo o maior valor em mais de um mês.

Ataques atingem bases e infraestrutura no Golfo

Segundo a mídia estatal iraniana, a Guarda Revolucionária Islâmica atacou um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambos no Kuwait. No Bahrein, o alvo teria sido a Base Aérea de Sheikh Isa, onde estariam concentradas aeronaves de combate americanas.

Na Jordânia, o grupo afirma ter destruído ao menos dois caças e outras três aeronaves na base de Al Azraq. A Reuters não conseguiu confirmar essas informações de forma independente.

Disputa pelo Estreito de Ormuz

Na sexta-feira (17), EUA e Irã trocaram acusações sobre o tráfego marítimo: Washington afirma manter um bloqueio naval, enquanto Teerã diz atacar embarcações que descumprem suas regras de navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. O padrão de retaliação se repete desde o fim de semana anterior, quando o Irã já havia atacado bases americanas no Bahrein, Kuwait, Jordânia e Omã e chegou a fechar o Estreito de Ormuz em resposta a uma nova onda de ataques dos EUA.

Com a tensão no estreito, os preços do petróleo subiram mais de 4% na sexta-feira e chegaram ao maior nível em mais de um mês, pressionando politicamente Trump em ano de eleições legislativas.

Origem da escalada e vítimas civis

O rompimento do cessar-fogo que alimenta os confrontos atuais começou em 8 de julho, quando Trump declarou encerrado o acordo de paz durante coletiva em Ancara e ordenou os primeiros bombardeios da nova fase do conflito. Dias depois, os EUA já haviam destruído cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana, numa ofensiva para neutralizar a capacidade do país de ameaçar o Estreito de Ormuz.

Infraestrutura civil sob ataque

Mísseis atingiram usinas de dessalinização na cidade de Jask, no sul do Irã, deixando cerca de 10 mil pessoas em 20 vilarejos sem abastecimento de água. No Kuwait, uma usina de eletricidade e dessalinização foi atingida pela segunda vez em dois dias. Na província de Hormozgan, três pessoas morreram e oito ficaram feridas, com danos a duas pontes e um túnel; um dia antes, ataques dos EUA já haviam atingido cinco pontes no sul do país, matando sete pessoas em Bandar Khamir.

Riscos à frente

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar preocupado com os ataques à infraestrutura civil. Trump ameaçou ofensivas aéreas em larga escala contra o Irã e não descartou uma ação terrestre, enquanto autoridades americanas veem o cerco ao sul do país como forma de ampliar as opções militares do presidente — o que eleva o risco de retaliação iraniana contra o Golfo ou de novos ataques de aliados de Teerã a embarcações no Mar Vermelho.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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