Política

Senado aprova educação financeira nas escolas e texto retorna à Câmara

Projeto da deputada Any Ortiz inclui previdência, tributos e seguros na grade curricular
Plenário do Senado Federal aprova educação financeira nas escolas; texto segue à Câmara dos Deputados

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto de lei que insere a educação financeira nos currículos do ensino fundamental e médio em todo o país.

Devido a alterações no texto durante a votação, a proposta retorna agora à Câmara dos Deputados, antes de seguir para sanção do presidente Lula.

Autoria e alcance da proposta

O projeto é de autoria da deputada federal Any Ortiz (Cidadania-RS) e determina que o ensino de educação financeira seja “transversal e integrador” em toda a base curricular. Isso significa que o conteúdo não ficará restrito a uma única série ou disciplina, mas será trabalhado ao longo de todos os anos escolares, seguindo a lógica já aplicada a matérias como matemática, português e história.

A relatoria do projeto no Senado coube à senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo na Casa. Foi ela quem propôs a emenda que ampliou o escopo do texto original, incluindo conceitos sobre previdência, tributos e seguros na grade curricular voltada à educação financeira.

Por que o texto volta à Câmara

Como o Senado alterou o conteúdo aprovado anteriormente pelos deputados, o rito legislativo exige que o projeto seja reavaliado pela Câmara dos Deputados. Somente após essa nova validação a proposta poderá seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O que muda para estudantes

Se sancionada, a lei passará a exigir que escolas de todo o país incorporem temas como orçamento pessoal, previdência, tributos e seguros ao longo da educação básica, preparando estudantes para decisões financeiras do dia a dia.

Como o formato transversal já é adotado em outras disciplinas, a implementação prática dependerá de orientações complementares para adequar currículos, materiais didáticos e formação de professores nas redes de ensino.

A tramitação segue agora para nova análise dos deputados, etapa que vai definir o prazo final até a sanção presidencial.