Expulso e depois reintegrado ao Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo segue se apresentando como pré-candidato à Presidência. Nesta quarta-feira (15), em agenda em Porto Alegre, ele disse que a definição do nome do partido para a disputa de outubro está sob análise da Justiça.
Rebelo havia sido afastado da legenda após contestar publicamente a tentativa de substituí-lo pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa na cabeça de chapa.
Expulsão suspensa pela Justiça
Em junho, a Justiça do Distrito Federal suspendeu a expulsão sumária de Rebelo do DC, decisão tomada depois que ele questionou a movimentação da sigla para trocar sua candidatura pela de Joaquim Barbosa, que integrou o STF entre 2003 e 2014. Com o caso judicializado, Rebelo defende que a escolha do nome que representará o partido nas urnas só deve ser fechada em convenção partidária, ainda sem data marcada, mas que precisa ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.
Ele também colocou em dúvida a real disposição de Barbosa de disputar o cargo, lembrando que o ministro aposentado chegou a ser cotado como candidato em 2018, mas desistiu antes do pleito.
Em Porto Alegre, onde palestrou no evento Tá Na Mesa, promovido pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), o político criticou a polarização entre esquerda e direita, classificando-a como uma “interdição política” e uma “divisão artificial”.
O imbróglio no DC acontece em meio à corrida presidencial de 2026, que ainda tem poucas chapas fechadas a menos de 100 dias da eleição — cenário que só Lula e Caiado haviam consolidado até agora, enquanto o impasse com Rebelo já vinha se arrastando desde que o DC sinalizou a intenção de lançar Joaquim Barbosa como cabeça de chapa em seu lugar.
Pesquisa Quaest mostra Lula à frente
Levantamento da Quaest divulgado nesta quarta mostra o presidente Lula (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Flávio Bolsonaro (PL). Os números reforçam o pano de fundo da disputa em que candidaturas de terceira via, como a de Rebelo, tentam se firmar diante da polarização entre governo e oposição.
