A Meta confirmou nesta segunda-feira (13) a ampliação do data center Hyperion, em Richland Parish, na Louisiana (EUA), que passará de pouco mais de 2 gigawatts para 5 gigawatts de capacidade computacional dedicada a treinar grandes modelos de inteligência artificial.
Com a expansão, o investimento no projeto ultrapassa US$ 50 bilhões, valor já citado pelo presidente Donald Trump no ano passado e que agora se confirma diante da corrida das big techs por infraestrutura de IA.
Pressão ambiental e questionamento sobre financiamento
O anúncio chega num momento em que grupos ambientalistas e de defesa do consumidor intensificam críticas à expansão acelerada de data centers, apontando o alto consumo de energia dessas estruturas. A organização Earthjustice pediu no início deste ano uma investigação sobre o financiamento do Hyperion, alegando que o modelo de acordo poderia transferir os custos do projeto aos clientes da concessionária de energia caso a Meta abandone a obra antes de a empresa recuperar o investimento. O pedido foi negado pelas autoridades.
Empregos e infraestrutura local
Desde o início das obras, em dezembro de 2024, empresas da Louisiana já receberam mais de US$ 1,6 bilhão em contratos ligados ao projeto, segundo a Meta. Com a nova fase de expansão, a companhia afirma que vai investir mais de US$ 1 bilhão em melhorias de infraestrutura local, como estradas e sistemas de água e esgoto — medida que busca amenizar o impacto da obra sobre a comunidade.
Corrida global por infraestrutura de IA
A expansão em Louisiana não é um caso isolado. Dias antes, a Meta já havia anunciado outro data center bilionário no Canadá, dentro de um plano que prevê até US$ 145 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial neste ano.
A companhia afirma ter comprometido US$ 600 bilhões em infraestrutura e empregos nos Estados Unidos ao longo dos próximos três anos, movimento que sustenta as apostas do presidente-executivo Mark Zuckerberg em agentes de IA. O ritmo reflete a disputa entre as big techs por capacidade computacional, já que a demanda por poder de processamento segue superior à oferta disponível no setor.
