Política

PF identifica ‘Tuca’ como operadora do esquema de emendas de Valdemar

Mariângela Fialek organizava recursos e alterava listas para ocultar o nome do ex-deputado
Esquema de emendas Valdemar Costa Neto sob investigação federal da Polícia Federal

A Polícia Federal identificou a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, a “Tuca”, como figura central de um esquema de manipulação de emendas parlamentares atribuído ao ex-deputado Valdemar Costa Neto.

Segundo relatório enviado ao STF, ela organizava a alocação de recursos e alterava documentos oficiais para apagar a participação do ex-deputado, que não poderia indicar verbas por não exercer mandato parlamentar.

A investigação resultou no bloqueio de R$ 119,2 milhões e na suspensão de 21 emendas, por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Como o esquema funcionava

De acordo com a PF, Mariângela Fialek atuava em um \”arranjo funcional informal\” criado para operacionalizar indicações de emendas em nome de Valdemar Costa Neto. Sem mandato parlamentar, o ex-deputado não poderia indicar recursos do orçamento — e \”Tuca\” servia como intermediária para viabilizar as indicações.

Mensagens obtidas pelos investigadores mostram que ela era acionada por aliados de Valdemar, entre eles o advogado Garigham Amarante, apontado pela PF como pessoa de confiança do ex-deputado. Em uma das trocas analisadas, Garigham informou à servidora que Valdemar pretendia destinar cerca de R$ 24 milhões ao setor de Turismo — e Mariângela passou a organizar a alocação desses recursos.

Para disfarçar a origem das indicações, listas encaminhadas aos ministérios eram alteradas para registrar deputados federais com mandato como solicitantes formais das emendas, eliminando qualquer rastro documental do nome de Valdemar.

Planilhas comprometedoras

Investigadores apreenderam planilhas no celular e na sala de trabalho de Mariângela. Os documentos identificavam os recursos como \”do Valdemar\” ou \”do VCN\” — referência às iniciais de Valdemar Costa Neto —, evidência que a PF usou para demonstrar diretamente a ligação entre a servidora e o ex-parlamentar.

Trajetória de ‘Tuca’ na Câmara

Mariângela Fialek tem longa trajetória na Câmara dos Deputados. Ela trabalhou no gabinete do ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) de março de 2021 a meados de 2025, quando passou a atuar na liderança do Progressistas na Câmara.

Em dezembro de 2025, recebia remuneração bruta de R$ 23,7 mil em cargo de natureza especial no partido de Lira.

Ela foi alvo da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de verbas de emendas parlamentares. Mariângela e outros servidores são investigados pelos crimes de peculato-desvio e associação criminosa.

Com base nos elementos apresentados pela PF, o STF determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões e a suspensão do pagamento das 21 emendas sob investigação.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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