Política

Brasil encerra missão de resgate na Venezuela com 23 corpos recuperados

Força-tarefa de bombeiros de SP, MG e PR retorna ao país nesta sexta após duas semanas nos escombros de Caracas
Liderança brasileira e contexto geográfico na missão de resgate Brasil Venezuela terremoto

A missão brasileira de busca e resgate na Venezuela chegou ao fim nesta quinta-feira (9). Bombeiros militares de São Paulo, Minas Gerais e Paraná atuaram por duas semanas nos escombros de Caracas após o terremoto que matou ao menos 3.889 pessoas.

Ao longo da operação, a força-tarefa realizou 90 intervenções operacionais e retirou 23 corpos dos escombros. O retorno das equipes ao Brasil começa nesta sexta-feira (10), a bordo de aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira.

Quando os bombeiros chegaram à Venezuela há duas semanas, a prioridade era encontrar sobreviventes antes que as chances se esgotassem — uma corrida contra o tempo nos escombros de Caracas que, com o passar dos dias, se converteu em operação de recuperação de corpos.

A missão foi estruturada em duas etapas. Em 27 de junho, a Força Aérea Brasileira pousou em Maracay com a primeira equipe de busca e resgate, formada por 11 bombeiros militares paulistas, dois médicos, um representante da Defesa Civil, as cadelas Malina e Kiara e cerca de cinco toneladas de equipamentos. Em 28 de junho, uma segunda leva reforçou a operação: 16 bombeiros e mais quatro toneladas de material.

As equipes atuaram com tecnologia especializada e cães treinados para localização de vítimas em estruturas colapsadas, seguindo protocolos internacionais de resposta a desastres. Dos 23 corpos retirados dos escombros, 11 eram homens, nove mulheres e três não tiveram o sexo identificado.

Nova fase de cooperação em discussão

O encerramento do resgate não significa o fim do envolvimento brasileiro. Na quinta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se por mais de duas horas com ministros para avaliar as ações já realizadas e discutir uma nova etapa de reconstrução na Venezuela.

Participaram da reunião o chanceler Mauro Vieira, o assessor especial Celso Amorim, as ministras Miriam Belchior (Casa Civil) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário), além do comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno. Segundo interlocutores, a reunião não foi conclusiva — o governo aguarda da Venezuela uma indicação mais precisa de suas necessidades antes de anunciar o próximo plano de ação.

O retorno das equipes começa nesta sexta (10). A aeronave KC-30 da FAB deve chegar a Caracas às 6h para o embarque dos equipamentos. A decolagem está prevista entre 12h e 13h, com escala em Brasília. As equipes de São Paulo e Paraná pousam na Base Aérea de Guarulhos por volta das 22h; a equipe de Minas Gerais retorna em aeronave própria.

Brasil monitora nova crise no Caribe

Paralelamente ao encerramento da operação na Venezuela, o governo Lula acompanha com preocupação crescente a situação humanitária em Cuba. Relatos recebidos pelo governo apontam aumento da fome no país, especialmente entre crianças. Um novo corte generalizado de energia — o terceiro nos últimos seis meses — atingiu a ilha na segunda-feira (6).

O governo brasileiro estuda como ampliar o auxílio a Cuba, cuja crise está diretamente ligada às sanções econômicas impostas por Donald Trump. O presidente americano declarou a jornalistas na Casa Branca que acredita ter a “honra” de tomar Cuba. As ações de cooperação humanitária do Brasil são coordenadas pela Agência Brasileira de Cooperação, em articulação com os ministérios responsáveis pelas doações.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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