Política

Caiado ataca Lula e Flávio pelos dois lados no tarifaço americano

Pré-candidato do PSD diz que petista provoca Trump por cálculo eleitoral enquanto senador se 'ajoelha' a Washington
Caiado critica Lula e Flávio tarifas EUA em conflito político sobre resposta comercial

Em dois movimentos opostos, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se tornaram alvos simultâneos do pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD) no debate sobre o tarifaço dos EUA.

Em entrevista ao Flow Podcast nesta quarta-feira (8), Caiado acusou Lula de provocar Trump intencionalmente para capitalizar sobre o tema da soberania, e chamou de erro o pedido de Flávio ao governo americano para adiar as tarifas até outubro.

O prazo para que Brasil e Estados Unidos evitem a sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros encerra em 15 de julho.

Ao justificar a crítica a Lula, Caiado recorreu aos exemplos do Canadá e da Austrália, onde candidatos que entraram em conflito com Trump saíram fortalecidos eleitoralmente. “O que o Lula percebeu: ‘se eu provocar o Trump bastante, eu vou ter a chance de vencer a eleição’, como aconteceu no Canadá e na Austrália. E aí se veste na credencial de falar ‘não, mas eu estou enfrentando o Trump'”, disse o ex-governador de Goiás.

Para Caiado, o presidente usa uma “falsa tese de soberania” enquanto, na sua avaliação, entregou o Brasil a organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho.

Sobre Flávio Bolsonaro, o documento criticado é uma carta de 86 páginas enviada ao USTR com compromissos formais sobre o PIX e um pedido de adiamento de 180 dias das tarifas. “Vem cá, onde é que está o Brasil nisso? Um que provocou para ter o benefício de ir na soberania. O outro entrega de bandeja um documento assinado, dizendo: ‘Olha, não tarife até a eleição'”, resumiu.

Por que os EUA ameaçam tarifar o Brasil?

Em junho, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras após investigação que acusa o governo de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio americano — entre elas o PIX, o etanol, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.

O governo brasileiro rejeitou formalmente as acusações em documento enviado na semana passada ao governo Trump. Na semana anterior, o próprio Flávio havia acusado Lula de ser “o único interessado” no tarifaço americano — posição que Caiado agora critica pelos dois lados.

Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty avaliam que a recomendação do USTR tem caráter político e ignora os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano. O governo planeja realizar mais duas conversas com o órgão antes do prazo de 15 de julho, quando o USTR enviará à Casa Branca sua recomendação sobre possíveis tarifas.

Entre representantes de empresas que participaram das audiências recentes, a percepção dominante é de que o tarifaço é inevitável, mas pode ser calibrado pelos efeitos que causaria na própria economia americana.

Caiado em dois fronts

Horas antes do Flow Podcast, em evento da CNC em Brasília, Caiado já havia chamado de ‘inaceitável’ a carta de Flávio ao USTR e cobrado do Itamaraty uma negociação sem viés ideológico. A entrevista noturna ampliou as críticas ao incluir Lula no alvo do pré-candidato.

A posição coloca Caiado como presidenciável que busca se diferenciar tanto do governo petista quanto da oposição bolsonarista, disputando espaço no debate de política comercial sem se vincular a nenhum dos dois campos.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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