A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação AD PHISHING, voltada a investigar uma organização acusada de veicular anúncios digitais que usavam indevidamente a imagem do Governo Federal e de instituições públicas para conferir aparência de legitimidade a sites falsos na internet.
São cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.
Segundo a PF, a organização investigada usava indevidamente a imagem do Governo Federal e de instituições públicas para criar páginas falsas com aparência oficial na internet. O veículo do esquema eram anúncios digitais — publicidade online veiculada para conduzir usuários a esses sites fraudulentos.
Investigação já estava em curso
A Polícia Federal descreveu a Operação AD PHISHING como um aprofundamento de investigação já em andamento. Os nove mandados cumpridos simultaneamente em quatro estados — Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo — revelam que a organização criminosa tem estrutura distribuída pelo território nacional.
A 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal foi responsável pela expedição das ordens judiciais, o que evidencia a dimensão federal do esquema e a articulação entre o Judiciário e a Polícia Federal para viabilizar a ação.
A ação policial se insere numa ofensiva mais ampla das autoridades contra fraudes no ambiente digital: em junho, o governo federal havia anunciado responsabilização tributária de influenciadores que promovem bets ilegais — outro segmento que também explora a credibilidade de marcas e plataformas para atrair vítimas online.
A denominação AD PHISHING é uma referência direta ao modelo criminoso investigado: anúncios digitais (ads) usados como veículo de phishing — a prática de induzir usuários a acessar sites falsos por meio de comunicações que imitam fontes confiáveis, como portais governamentais.
A PF descreveu a ação como aprofundamento de investigação já em curso, sem divulgar detalhes sobre os alvos identificados, os valores movimentados pelo esquema ou se houve prisões durante as buscas desta quarta-feira.
Nenhuma das instituições governamentais cujas imagens teriam sido usadas indevidamente foi identificada no comunicado inicial da Polícia Federal. A reportagem segue em atualização.