O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) recebe inscrições para o segundo semestre de 2026 entre 14 e 17 de julho, com prazo final às 23h59. As candidaturas devem ser feitas pelo Portal Acesso Único.
O Ministério da Educação publicou o edital nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial da União. São 67,3 mil vagas distribuídas em faculdades privadas de todo o Brasil.
Financiamento, não bolsa: entenda como funciona
Diferentemente do Prouni, o Fies não concede bolsas de estudo. O programa funciona como um empréstimo estudantil: o aluno financia as mensalidades de uma faculdade privada e começa a pagar a dívida após concluir a graduação, em parcelas calculadas proporcionalmente à sua renda.
A seleção utiliza a nota do Enem como principal critério de entrada — o exame de 2026, cujas inscrições se encerraram em junho, tem provas marcadas para 8 e 15 de novembro. Quem prestou edições anteriores também pode usar a nota para concorrer ao financiamento.
Fies Social cobre até 100% das mensalidades
Metade das 67,3 mil vagas é reservada ao Fies Social, modalidade anunciada em 2024 com condições diferenciadas para estudantes de baixa renda. Nessa versão, o financiamento pode chegar a 100% do valor das mensalidades.
Para concorrer pelo Fies Social, o candidato precisa ter renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e estar inscrito no CadÚnico. Quem possui débitos em aberto no programa está impedido de participar em qualquer modalidade.
Como se inscrever
As candidaturas devem ser feitas exclusivamente pelo Portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/fies), até as 23h59 do dia 17 de julho. No ato da inscrição, o participante informa a nota do Enem e indica o curso e a instituição privada de interesse.
Estudantes com débitos anteriores no programa estão impedidos de se inscrever, independentemente da modalidade escolhida. O sistema do Fies ainda aplica uma ordem de prioridade entre os candidatos selecionados, com critérios que vão além da nota do exame.
Acesso ao ensino superior privado
Com 67,3 mil vagas disponíveis e metade reservada a estudantes em situação de vulnerabilidade econômica, o Fies reforça seu papel como principal instrumento de acesso à graduação em faculdades privadas no Brasil. A modalidade social, voltada a inscritos no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa, pode cobrir integralmente as mensalidades — tornando o curso superior acessível sem desembolso imediato.
