Na 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, nesta terça-feira (30), os líderes do bloco fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos dois terremotos que devastaram a Venezuela.
A proposta veio de Lula, que discursou na reunião e apelou pela cooperação entre os países membros. O balanço oficial de mortes chegou a 1.719 nesta terça, mas segue crescendo — milhares ainda estão desaparecidos e desabrigados.
O gesto de Lula no Mercosul integra uma sequência de ações diplomáticas do governo brasileiro diante da tragédia. Na semana passada, o presidente já havia aberto um discurso com um minuto de silêncio pelas vítimas e anunciou o envio do ministro da Defesa, José Múcio, ao país em missão oficial.
A mobilização também tem contornos pessoais para o Brasil: o Itamaraty confirmou a morte de dois cidadãos brasileiros nos terremotos, vítimas de desabamentos distintos ocorridos durante os sismos.
Desde os primeiros dias da catástrofe, o governo agiu de forma bilateral: o Brasil anunciou envio unilateral de água, comida e remédio à Venezuela antes mesmo do apelo coletivo levado ao bloco regional nesta terça.
O pedido de cooperação no Mercosul chega em meio a um cenário de destruição em larga escala. Com 1.719 mortes confirmadas e o número ainda em ascensão, a Venezuela enfrenta uma das maiores catástrofes naturais de sua história recente, com milhares de pessoas desaparecidas e sem abrigo.
A presença do tema na agenda da cúpula regional sinaliza que o Brasil busca ampliar a resposta à crise para além de sua atuação bilateral, mobilizando o Mercosul em torno de uma ação coordenada de ajuda humanitária aos venezuelanos afetados.
O discurso de Lula na reunião reforça o protagonismo do governo federal na articulação diplomática em torno do desastre, que já rendeu o envio de ministros, equipes e suprimentos ao país vizinho nas semanas anteriores.
