A Força Aérea Brasileira chegou neste sábado (27) à Base Militar El Libertador, em Maracay, com uma equipe de busca e resgate urbano, médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.
A missão foi realizada pelo KC-390 Millennium do Esquadrão Zeus, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa, e coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores.
A Venezuela enfrenta crise humanitária desde quarta-feira (24), quando dois terremotos — de magnitudes 7,2 e 7,5 — sacudiram o país em menos de um minuto, deixando 235 mortos e 4.300 feridos.
Quem compõe a equipe brasileira
A missão reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MIDR), militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A previsão é que a equipe permaneça 15 dias no país, com possibilidade de extensão por igual período.
A prioridade neste primeiro momento é o trabalho de busca e resgate — uma corrida contra o tempo nas áreas atingidas pelos tremores. A missão concretiza o que Lula havia prometido dias antes, quando confirmou o envio de água, comida e remédio após conversar diretamente com a presidente Delcy Rodríguez.
Terceiro voo humanitário parte ainda neste sábado
O governo federal anunciou o envio de um terceiro voo humanitário à Venezuela. A aeronave deve decolar à tarde da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, levando kits de medicamentos e o módulo complementar para instalação de um hospital de campanha.
Os kits incluem antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras — insumos essenciais para atendimento em situações de emergência.
O ministro da Defesa, José Múcio, deve viajar à Venezuela na próxima semana para coordenar pessoalmente a ajuda humanitária. A visita representa uma nova escalada na resposta diplomática brasileira à tragédia, após o anúncio feito por Lula na sexta-feira (26).
Na frente civil, brasileiros e venezuelanos que moram em Roraima estão organizando coleta de doações, ampliando o esforço solidário para além das ações governamentais.
Brasil entre os primeiros a chegar
O Brasil foi o primeiro país a se pronunciar após os tremores — mas a operação precisou contornar um obstáculo logístico desde o início: o aeroporto de Caracas permanecia fechado por danos estruturais, o que direcionou os voos humanitários para a Base El Libertador, em Maracay.
Além do Brasil, outras delegações internacionais já se encontram no país, segundo a presidente Delcy Rodríguez. A escala da tragédia — dois tremores seguidos, com 235 mortos e 4.300 feridos — justifica a mobilização conjunta.
