Meio ambiente

Cinco capitais batem recorde de frio em 2026; SP tem menor máxima de junho em 30 anos

Curitiba chegou a apenas 10°C de máxima, a menor entre as capitais; Cuiabá acumulou duplo recorde no mesmo dia
Visualização dos recordes de frio nas capitais 2026: Curitiba, Cuiabá e região Centro-Oeste

Cinco capitais brasileiras registraram na quarta-feira (24) a menor temperatura máxima de 2026. A massa de ar polar que avança sobre o país, somada ao céu encoberto e à chuva, impediu que os termômetros subissem ao longo do dia, segundo a Climatempo.

São Paulo atingiu apenas 13,5°C — a menor máxima para um dia de junho na capital paulista em 30 anos. Curitiba foi ainda mais fria: 10°C, a marca mais baixa entre todas as capitais.

Na madrugada de quinta-feira (25), três capitais — Curitiba, Florianópolis e Rio Branco — registraram o amanhecer mais gelado do ano.

Recordes em cadeia nas capitais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste

Em São Paulo, a máxima de 13,5°C quebrou uma marca que resistia desde 29 de junho de 1996 — há exatos 30 anos. O recorde anterior neste ano era de 13,6°C, registrado em 10 de maio.

Curitiba teve a menor máxima entre as capitais: 10°C. A marca derrubou os 13,6°C de 10 de maio e colocou a capital paranaense no topo do ranking do frio no país.

Campo Grande e Florianópolis bateram seus próprios recordes pelo segundo dia consecutivo. Campo Grande marcou 14,6°C na quarta, contra 16,3°C de terça (23). Em Florianópolis, foram 16,6°C — abaixo dos 16,9°C do dia anterior.

Cuiabá foi o caso mais extremo: 15,9°C de máxima, com a temperatura mais alta do dia ocorrendo por volta da 1h, no horário de Brasília. O recorde anterior era de 19,4°C, em 19 de maio. A capital mato-grossense também bateu a menor mínima do ano, acumulando um duplo recorde de frio em 24 horas.

A Climatempo aponta que a combinação de ar polar intenso, nebulosidade fechada e chuva persistente bloqueou qualquer aquecimento significativo ao longo da tarde — período em que os termômetros normalmente atingem o pico do dia. Com pouco ou nenhum sol, as temperaturas permaneceram travadas nos patamares da madrugada.

A onda de frio responsável pelos recordes teve início na terça-feira (23), quando a massa de ar polar ganhou força e colocou geada no mapa do Centro-Sul pela primeira vez no inverno de 2026.

Madrugada gelada: Curitiba, Florianópolis e Rio Branco registram menor temperatura do ano

O frio seguiu pela madrugada e, na manhã desta quinta-feira (25), três capitais registraram o amanhecer mais frio de 2026.

Curitiba marcou 2,3°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) — abaixo dos 2,5°C de 11 de maio, até então a menor temperatura do ano na capital paranaense. Em Rio Branco, os termômetros chegaram a 13,7°C, derrubando o recorde anterior de 14,7°C observado em maio. A friagem voltou a atingir o Acre com intensidade incomum para junho.

Na Serra Catarinense, as marcas foram ainda mais extremas: Bom Jardim da Serra registrou -8,7°C, enquanto Urupema chegou a -8,2°C, segundo levantamento preliminar da Climatempo. Painel marcou -7,7°C e São Joaquim, -6,8°C — as menores temperaturas do país na madrugada.

Na quarta-feira, o mesmo sistema que segurou as máximas nas capitais também derrubou os termômetros abaixo de 0°C nas áreas elevadas do Sul e desencadeou temporais com acumulados superiores a 100 milímetros no Sudeste.

A onda de frio deve perder força a partir de sexta-feira (26), mas o alívio dura pouco: uma nova frente fria está prevista para a virada da semana, entre segunda e terça-feira.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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