Um dia depois dos terremotos que deixaram mais de 100 mortos e centenas de feridos na Venezuela, ao menos dez países anunciaram nesta quinta-feira (25) o envio de equipes de resgate e ajuda humanitária ao país sul-americano.
A presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que os primeiros socorristas estrangeiros devem chegar ainda hoje — mas a logística é incerta: o aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, foi danificado e está fechado por segurança.
As equipes internacionais se somarão a mais de 500 grupos venezuelanos que já buscam sobreviventes entre os escombros.
Quem está enviando o quê
O Brasil foi o primeiro a se pronunciar. Lula chamou a Venezuela de “país irmão” e pediu ao Itamaraty para coordenar o envio da ajuda necessária — mas ainda não especificou volumes, equipes ou prazo de chegada.
Os Estados Unidos anunciaram uma resposta mais detalhada. O secretário de Estado Marco Rubio confirmou o envio de equipes de resgate, recursos médicos e itens humanitários, além de grupos especializados para produzir imagens aéreas das áreas atingidas. O governo Trump também mobilizou um grupo de trabalho exclusivo para coordenar a operação.
Da Europa, a reação foi imediata e robusta. A França enviou 85 socorristas especializados em operações de busca em estruturas desabadas. A Suíça confirmou 80 resgatistas, 8 cães farejadores e 18 toneladas de suprimentos humanitários. A Espanha declarou que 54 membros da Unidade Militar de Emergência (UME) estão prontos para partir.
El Salvador apresentou um dos maiores comprometimentos individuais: o presidente Nayib Bukele anunciou 300 socorristas e paramédicos, mais 50 toneladas de equipamentos, medicamentos e itens de primeira necessidade.
México, Chile, Portugal, Turquia, Índia e Catar também manifestaram apoio, sem detalhar o que enviarão ao país.
O principal obstáculo logístico da operação internacional é o aeroporto Simón Bolívar, em Caracas, fechado desde o terremoto por danos estruturais. Delcy Rodríguez não explicou por quais rotas os socorristas estrangeiros entrarão no país, deixando em aberto a logística da chegada das equipes prometidas.
O sismo de magnitude 7,1 que desencadeou a crise teve epicentro em Montalbán e chegou a acionar alertas de tsunami para ilhas do Caribe, como Porto Rico e Aruba — ampliando a dimensão regional do desastre e a pressão por uma resposta internacional coordenada.
Com mais de 500 equipes nacionais em campo e a chegada progressiva dos reforços estrangeiros, as buscas devem se intensificar nas próximas horas — período crítico para localizar sobreviventes sob os escombros.
