Negócios

Petrobras registra alta de 14% na produção de petróleo em maio

Presidente da estatal defende revisão regulatória na Bacia de Campos para sustentar expansão
Barris de petróleo com técnico em uniforme em instalação industrial, ilustrando crescimento produção de petróleo Petrobras

A Petrobras registrou crescimento de 14% na produção de petróleo em maio, na comparação com o mesmo mês de 2025. O anúncio foi feito pela presidente da estatal, Magda Chambriard, nesta terça-feira (23).

Em evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Chambriard não detalhou os volumes do mês — mas, segundo a ANP, a companhia extraiu 2,62 milhões de barris por dia em abril.

Bacia de Campos no centro do debate regulatório

O anúncio dos números veio acompanhado de uma sinalização estratégica. No mesmo evento, Chambriard defendeu a revisão das regras que regem a Bacia de Campos, região que concentra campos maduros com declínio natural de produção.

Para a presidente da Petrobras, atualizar o arcabouço regulatório pode elevar a rentabilidade dos projetos e estimular novos investimentos na área. “Nosso arcabouço tem tudo a ver com isso. Temos que enfrentar essa situação da Bacia de Campos”, afirmou do palco.

Questionada pela Reuters logo após a declaração, Chambriard reconheceu que ainda não formalizou a demanda à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Primeiro estou propondo uma reflexão”, disse.

O resultado de maio não é um episódio isolado na trajetória recente da estatal. Na mesma semana, a Petrobras assinou um memorando de cooperação com a mexicana Pemex para projetos em águas profundas no Golfo do México — retrato de uma companhia que expande operações em múltiplas frentes simultaneamente.

O crescimento brasileiro ganha relevância extra no cenário global. A OPEP+ aprovou aumento de produção no papel, mas o bloqueio do Estreito de Ormuz derrubou a oferta real em quase 10 milhões de barris diários — tornando o avanço da Petrobras estrategicamente importante para o equilíbrio do mercado internacional.

Internamente, a sustentação do ritmo de crescimento depende do debate que Chambriard iniciou sobre os campos da Bacia de Campos. Sem revisão regulatória, áreas maduras seguem em declínio, pressionando a estatal a compensar com volumes crescentes do pré-sal.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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