Política

G7 pressiona big techs a proteger crianças nas redes sociais

Cúpula em Évian encerra três dias com apelo unânime às plataformas digitais; Janja defende pacto mundial sobre o tema
Retrato de criança simbolizando a necessidade de proteção infantil nas redes sociais

Os sete países mais ricos do mundo encerraram nesta quarta-feira (17) a cúpula do G7 em Évian, no leste da França, com um apelo direto às empresas de tecnologia: que desenvolvam ferramentas capazes de proteger crianças e adolescentes na internet.

O encontro de três dias reuniu líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participante convidado — e encerrou com almoço de trabalho ao lado de executivos de inteligência artificial do mundo todo.

Proteção de menores: do apelo global à lei

O consenso em torno da segurança infantil nas plataformas digitais é um dos poucos pontos de convergência entre os membros do G7. Os Estados Unidos estão alinhados com Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido na defesa de restrições às redes sociais para os mais jovens.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou na segunda-feira que menores de 16 anos poderão ser proibidos de usar redes sociais no Reino Unido. A França avalia medida semelhante. “Acho que é certo, porque as redes são perigosas quando se é muito jovem”, afirmou uma estudante de Évian durante encontro paralelo organizado para acompanhantes dos líderes do G7.

A primeira-dama Rosângela “Janja” da Silva foi além e defendeu a criação de um “pacto mundial” sobre o tema — proposta que ecoa a posição do governo brasileiro de ampliar a regulação das big techs em escala global.

Anthropic no centro das discussões

A presença da Anthropic no almoço de encerramento foi um dos destaques do encontro. O diretor da empresa americana de inteligência artificial, Dario Amodei, participou das discussões — mesmo após a companhia ter suspendido o acesso à versão mais avançada de sua tecnologia por ordem do governo dos Estados Unidos, que citou risco à segurança nacional.

Apesar do alinhamento em torno da proteção infantil, os países do G7 divergem sobre tributação e regulamentação do setor digital, o que torna incerta a adoção de medidas concretas em curto prazo.

Além da internet: G7 firma compromissos geopolíticos

A agenda em Évian foi muito além da segurança digital. Os líderes do G7 se comprometeram a reduzir “significativamente” a dependência da China como fornecedora de minerais críticos e anunciaram o lançamento de uma “rede portuária” até novembro para combater o narcotráfico e reforçar a cooperação entre portos estratégicos.

O grupo também saudou o acordo entre os EUA e o Irã como uma “oportunidade histórica” para impedir que Teerã adquira armas nucleares, destacando o papel do presidente Donald Trump na negociação. Em relação à Rússia, o G7 concordou em intensificar a pressão para que Moscou encerre o conflito na Ucrânia — com Trump sinalizando a possibilidade de restabelecer sanções ao petróleo e ao gás russos caso não haja acordo com Kiev.

No front digital, a pressão do G7 sobre as plataformas em Évian acontece em paralelo ao debate interno no Brasil. Enquanto Lula discursava sobre proteção de menores nas redes, o STF retomava em Brasília o julgamento sobre responsabilidade civil das plataformas — com o ministro Toffoli apresentando tese que obriga as big techs a agir contra conteúdo criminoso sem esperar ordem judicial.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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