A SpaceX assinou um contrato bilionário com o Google para fornecer capacidade computacional voltada ao desenvolvimento de inteligência artificial. O valor total pode chegar a quase US$ 30 bilhões — R$ 153,7 bilhões — ao longo de toda a vigência do acordo.
Os recursos serão usados para impulsionar o Gemini, família de modelos de IA do Google. Os pagamentos mensais integrais têm início previsto para outubro de 2026.
Corrida global por infraestrutura de IA
O contrato foi fechado em um momento em que as principais empresas de tecnologia disputam recursos computacionais para desenvolver modelos cada vez mais avançados. Ter acesso a data centers com alta capacidade de processamento tornou-se fator estratégico na disputa pelo domínio do setor.
A aproximação entre as duas empresas vinha sendo construída há semanas: em maio, Google e SpaceX já negociavam a instalação de data centers orbitais movidos a energia solar para acelerar o processamento de IA — o contrato agora anunciado é o desdobramento financeiro desse movimento.
O Google não está sozinho nessa corrida. No mês passado, a Anthropic — responsável pelo chatbot Claude — também fechou um acordo com a SpaceX para alugar um de seus principais centros de dados em Memphis, nos Estados Unidos, com pagamentos de US$ 1,25 bilhão (R$ 6,4 bilhões) por mês.
IPO histórico às portas da Nasdaq
O timing dos acordos com Google e Anthropic não é coincidência. A SpaceX havia marcado sua estreia na Nasdaq para 12 de junho, e fechar contratos bilionários às vésperas da abertura de capital reforça a avaliação projetada de US$ 1,75 trilhão — o que pode tornar a operação o maior IPO da história.
Com receitas garantidas de dois dos maiores nomes do mercado de IA, a empresa fundada por Elon Musk consolida sua posição como fornecedora de infraestrutura estratégica, expandindo sua atuação muito além dos foguetes e das ambições espaciais que a tornaram conhecida.
