A SpaceX vai precificar suas ações em 11 de junho e estrear na Nasdaq no dia seguinte sob o código SPCX, de acordo com a agência Reuters. A operação pode ser o maior IPO da história.
A avaliação esperada é de cerca de US$ 1,75 trilhão — valor que considera a fusão da companhia com a startup de inteligência artificial xAI, também controlada por Elon Musk.
Cronograma acelerado
A empresa antecipou o calendário original, que previa o processo para o final de junho. O prospecto da oferta será divulgado em 20 de maio, e uma apresentação a investidores está marcada para 4 de junho — 11 dias antes da precificação.
O ritmo acelerado, segundo fontes da Reuters, antecipa um processo que originalmente estava planejado para coincidir com o período do aniversário de Elon Musk.
Musk no comando, com ou sem bolsa
Mesmo após a abertura de capital, a SpaceX manterá o chamado “status de empresa controlada”, garantindo a Musk poder de decisão sem as obrigações típicas de governança corporativa exigidas para companhias abertas.
Na prática, a empresa não precisará ter maioria de conselheiros independentes nem criar comitês autônomos de remuneração e nomeação. A única exigência é um comitê de auditoria formado exclusivamente por diretores independentes.
Já em abril, quando os primeiros detalhes do pedido de IPO vieram a público, ficou claro que Musk manteria controle absoluto da SpaceX — dispensando a maioria de diretores independentes no conselho, num modelo que só 3% a 4% das empresas do Russell 3000 adotam, como o Tropiquim apontou à época.
Trilionário à vista?
Se o IPO confirmar a avaliação projetada, Elon Musk pode se tornar o primeiro trilionário da história. O valuation de US$ 1,75 trilhão inclui a fusão com a xAI, startup de inteligência artificial que Musk fundou como rival da OpenAI.
O padrão de concentrar poder não é novidade: durante o julgamento contra a OpenAI, Sam Altman citou a própria SpaceX como exemplo do modelo de Musk — fundadores de empresas bem-sucedidas que consolidam controle para nunca perdê-lo, como relatou o Tropiquim ao cobrir o processo.
Com a precificação marcada para 11 de junho e a estreia no pregão em 12, o mercado aguarda o que pode ser um marco histórico para a indústria espacial — e para a fortuna de seu fundador.
