Saúde

Câncer colorretal ganha dois novos exames de rastreamento nas diretrizes americanas

Colonoscopia segue como método preferencial, mas novas opções ampliam acesso ao diagnóstico antes dos primeiros sintomas
Sistema de saúde com novos exames rastreamento câncer colorretal para diagnóstico precoce

A Sociedade Americana do Câncer atualizou em maio de 2026 suas diretrizes de rastreamento de câncer colorretal e incluiu dois novos exames: um teste domiciliar de fezes com análise molecular e um exame de sangue realizado no consultório médico.

A colonoscopia segue como método preferencial, mas a ampliação das opções tem um objetivo claro: fazer com que mais pessoas sejam rastreadas. Para adultos com risco médio, o exame começa aos 45 anos — e o diagnóstico precoce pode ser determinante para o tratamento.

O que mudou nas diretrizes de 2026

As novas orientações da American Cancer Society adicionaram ao protocolo de rastreamento dois exames até então não contemplados nas diretrizes anteriores.

O primeiro é um teste de fezes domiciliar, que analisa amostras em busca de sangue oculto e marcadores moleculares associados ao câncer colorretal. A recomendação é realizá-lo a cada três anos.

O segundo é um exame de sangue feito no consultório, indicado apenas para pacientes que recusem tanto a colonoscopia quanto os testes de fezes. As diretrizes ressaltam que esse exame é menos sensível que os demais para a prevenção da doença — mas é melhor do que nenhum rastreamento.

Colonoscopia permanece no topo

Para quem apresenta sintomas — como sangue nas fezes, alteração nos hábitos intestinais, dor abdominal ou perda de peso inexplicável acima de 4,5 kg — e para quem tem histórico familiar de câncer colorretal ou síndromes genéticas hereditárias, a colonoscopia é o único exame recomendado.

Nos demais casos de risco médio, as diretrizes ainda sugerem a colonoscopia ou um exame de fezes como métodos primários. A introdução dos novos testes não altera essa hierarquia — reforça a lógica de que o melhor exame é aquele que, afinal, é feito.

No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou em maio de 2026 a adoção do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referência no SUS — uma iniciativa que pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros ao rastreamento antes dos primeiros sintomas.

Próximos passos após um resultado positivo

Um detalhe importante das novas diretrizes: mesmo que o paciente realize um exame de fezes ou de sangue e o resultado seja positivo ou anormal, a colonoscopia ainda será necessária como etapa seguinte. Os novos testes funcionam como triagem, não como diagnóstico definitivo.

Isso reforça por que, para quem tem risco elevado, a colonoscopia permanece o ponto de partida — e não apenas um recurso de confirmação após achados suspeitos.

Risco genético: atenção redobrada

Para quem tem histórico familiar ou síndromes genéticas hereditárias, as novas diretrizes indicam exclusivamente a colonoscopia. Um estudo publicado na revista The Lancet mostrou que 1 em cada 10 pacientes com câncer no Brasil carrega mutações hereditárias, e quase 40% dos familiares testados apresentavam as mesmas alterações sem saber — o que reforça a urgência do rastreamento nesse grupo.

Prevenção pelo estilo de vida

Além do rastreamento, hábitos saudáveis reduzem o risco da doença. A recomendação inclui pelo menos 30 minutos de atividade física diária, alimentação rica em frutas e vegetais, redução de alimentos processados, menos álcool e abstinência do tabagismo — incluindo cigarros eletrônicos.

Câncer colorretal frequentemente não apresenta sintomas nos estágios iniciais. Por isso, rastrear a partir dos 45 anos — mesmo sem queixas — é a estratégia mais eficaz para detectar a doença quando o tratamento ainda é mais resolutivo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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