Política

Lula chama Rubio de ‘anti-América Latina’ e culpa filhos de Bolsonaro por tarifas

Em discurso em Goiás, presidente liga articulações da família Bolsonaro em Washington às sobretaxas de 25% sobre exportações brasileiras
Lula critica Marco Rubio por postura anti-América Latina sobre tarifas americanas e influência Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de “anti-América Latina” nesta terça-feira (2), em discurso durante evento em Catalão (GO).

Lula ainda responsabilizou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro pelas novas sanções americanas ao Brasil, incluindo a proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.

Rubio, os Bolsonaro e as tarifas

Na última quarta-feira (27), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com Rubio em Washington. Pré-candidato à Presidência em 2026, Flávio afirmou que o tema central do encontro foi a possibilidade de os EUA designarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas — e disse que o secretário era favorável à medida.

Dois dias depois, o Departamento de Estado confirmou a decisão. Em comunicado, Rubio afirmou que “o CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”.

Para Lula, a sequência de eventos não é coincidência. O presidente relacionou diretamente as visitas dos filhos de Bolsonaro ao governo Trump às novas pressões econômicas sobre o Brasil — entre elas, o relatório americano que propõe a sobretaxa de 25% sobre exportações brasileiras.

A declaração desta terça é desdobramento de uma crise que já havia escalado: Lula chamou Flávio de “traidor da pátria” após o senador solicitar a Trump — e obter de Rubio — a classificação das facções como organizações terroristas. Veja como a crise entre Lula e a família Bolsonaro chegou a esse ponto.

Quem é Marco Rubio

Filho de imigrantes cubanos, Rubio tem longa trajetória de interesse pela política latino-americana, com posições historicamente alinhadas a grupos conservadores da região. Em 2015 e 2016, disputou as primárias republicanas contra Trump — que o apelidou de Little Marco — e foi derrotado. Anos depois, a aliança se consolidou, e Rubio ocupa hoje um dos cargos mais poderosos do governo americano.

Sua aproximação com os Bolsonaro começou em 2018 e se intensificou na semana passada, quando recebeu Flávio em Washington. Na mesma visita em que tratou da designação do PCC e do CV, Flávio afirmou ter pedido a Trump que os EUA não taxassem o Brasil — mas o anúncio da sobretaxa de 25% veio no mesmo dia. Leia o que Flávio disse a Trump sobre as tarifas brasileiras.

O cenário coloca o governo Lula em posição delicada: lidar com um secretário de Estado que, nas palavras do próprio presidente, é “anti-América Latina” e não nutre simpatia pelo Brasil — enquanto a oposição usa canais diretos com Washington para pressionar o governo federal.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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