Economia

Petrobras corta 14,2% no preço do querosene de aviação em junho

Redução de R$ 0,93 por litro encerra altas consecutivas desde março, mas QAV acumula 54,5% de alta no ano
Petrobras reduz preço do querosene de aviação: sede corporativa em Rio destaca decisão de corte de tarifas

A Petrobras vai reduzir em 14,2% o preço médio do querosene de aviação (QAV) cobrado das distribuidoras a partir de junho. O corte equivale a R$ 0,93 por litro a menos em relação ao mês anterior.

O anúncio, feito nesta segunda-feira (1º), encerra uma sequência de altas que se acumularam desde março. A estatal atribuiu a reversão à “atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais”, pressionadas pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os reajustes do QAV pela Petrobras ocorrem todo início de mês, conforme estabelecido em contratos com as distribuidoras. O ajuste de junho representa a primeira queda depois de altas consecutivas que pesaram sobre companhias aéreas nos meses anteriores.

O recuo vem após o querosene dobrar de preço em apenas três meses — escalada que havia levado a Latam a cortar entre 2% e 3% de seus voos de junho no Brasil e a acumular mais de US$ 700 milhões em custos adicionais de combustível no trimestre.

No acumulado de 2026, o cenário ainda é de pressão significativa: o QAV registra alta de 54,5% frente a dezembro de 2025, o equivalente a R$ 1,98 a mais por litro. O alívio de junho não elimina o peso que o combustível carrega sobre as operações aéreas ao longo do ano.

Dias antes do anúncio, o governo havia prorrogado até julho a isenção de impostos sobre o QAV e o biodiesel — sinal de que, mesmo com a queda desta segunda-feira, o combustível ainda pesa sobre o setor. O querosene acumula alta de 54,5% desde dezembro de 2025 e representa cerca de 45% do custo operacional das aéreas brasileiras.

A combinação da queda anunciada pela Petrobras com a manutenção da isenção fiscal oferece um duplo alívio ao setor aéreo em junho. Mesmo assim, o nível atual do querosene permanece expressivamente acima do registrado no encerramento de 2025, mantendo pressão sobre tarifas de passagens e sobre a rentabilidade das companhias que operam no país.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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