Um terremoto de magnitude 5,6 atingiu a fronteira entre o Peru e o Brasil na noite desta quinta-feira (30), segundo o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ).
O epicentro ficou perto da cidade peruana de Pucallpa, a cerca de 60 quilômetros da fronteira com o Acre, a 145 quilômetros de profundidade — fator que reduz o risco de danos.
Moradores do lado brasileiro não relataram ter sentido o tremor até a publicação desta reportagem.
Por que terremotos são raros no Brasil
Nas redes sociais, moradores peruanos relataram ter sentido o tremor, embora com baixa intensidade. Já do lado brasileiro, nenhum morador registrou ter percebido o abalo até o fechamento desta matéria.
A diferença de percepção tem explicação geológica: o território brasileiro está no interior de uma placa tectônica, região mais estável, enquanto o Peru fica próximo das bordas das placas, onde o atrito entre elas provoca tremores com maior frequência.
Ainda assim, em situações específicas, moradores brasileiros já sentiram reflexos de terremotos ocorridos em países vizinhos, mesmo estando fora da área de maior risco sísmico do continente.
Precedente recente na Venezuela
Em junho, moradores do Pará, Amazonas, Roraima e Amapá sentiram os efeitos de um duplo terremoto que atingiu a Venezuela. O episódio, que já soma milhares de mortes no país vizinho, não causou danos no lado brasileiro.
O caso mostra que, apesar da posição geológica mais estável do Brasil, tremores registrados em nações fronteiriças — como Peru e Venezuela — podem ser percebidos em estados da região Norte, ainda que sem registro de prejuízos até o momento.
