Saúde

Anvisa proíbe e manda recolher suplemento de magnésio treonato no Brasil

Composto promovido para saúde cerebral não é autorizado como suplemento alimentar no país
Anvisa proíbe magnésio treonato: sede da agência em Brasília representa vigilância sanitária no Brasil

A Anvisa determinou nesta segunda-feira (1º) a suspensão imediata da fabricação, venda e distribuição do suplemento Magnésio L-Treonato 1000 mg, da empresa Natural Sempre Distribuidora e Comércio Ltda.

O motivo é regulatório: o magnésio treonato não está na lista de substâncias autorizadas para uso em suplementos alimentares no Brasil. Todos os lotes do produto devem ser recolhidos do mercado.

A decisão foi publicada pela Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa e abrange toda a cadeia do produto: fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso.

Segundo a agência, a empresa Natural Sempre descumpriu as normas sanitárias que regulamentam a composição de suplementos alimentares no país. O produto era apresentado ao consumidor como suplemento, mas contém um composto que a regulamentação vigente não reconhece como ingrediente autorizado para essa categoria.

A Anvisa não registrou relatos de eventos adversos ou danos à saúde associados ao produto. A medida tem caráter preventivo e foi motivada exclusivamente pela irregularidade regulatória na composição.

Consumidores que possuam o produto em casa devem interromper o uso imediatamente e buscar orientações nos canais de atendimento da empresa ou nos órgãos de vigilância sanitária locais.

O magnésio treonato é uma forma de magnésio amplamente divulgada em redes sociais e materiais publicitários como aliada da saúde cerebral, memória e cognição. A popularidade do composto cresceu especialmente entre consumidores interessados em nootropics — substâncias associadas à melhora cognitiva.

No Brasil, apenas as substâncias listadas nas normas da Anvisa podem compor suplementos alimentares. O magnésio treonato não consta dessa lista, o que torna qualquer produto da categoria automaticamente irregular, independentemente dos efeitos alegados pela fabricante ou pelos canais que o promovem.

A ação segue um padrão recente da agência: em maio, a Anvisa já havia proibido medicamentos à base de cannabis vendidos sem registro em redes sociais — mesmo enquadramento regulatório do magnésio treonato, barrado por não constar entre as substâncias autorizadas para suplementos no Brasil. Saiba mais sobre a proibição dos medicamentos Biocase e Allandiol.

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