A administração Trump pressiona o Departamento de Gravura e Impressão dos Estados Unidos para criar uma cédula de US$ 250 com o rosto do presidente, revelou o jornal The Washington Post nesta quinta-feira (28).
Se o projeto avançar, Donald Trump se tornará a primeira pessoa viva a aparecer em uma nota de dólar em mais de 150 anos — uma ruptura com tradição secular da política monetária americana.
Assinatura e agora rosto: Trump marca presença no dólar
A proposta da cédula de US$ 250 se soma a outra iniciativa já anunciada: em março, o Departamento do Tesouro dos EUA informou que a assinatura de Trump passará a constar em todas as novas notas emitidas — o que também seria inédito para um presidente americano em exercício.
Historicamente, as cédulas dos Estados Unidos trazem apenas as assinaturas do secretário do Tesouro e do tesoureiro do país, sem menção direta ao presidente. Com a mudança, as notas passarão a incluir também o nome de Trump ao lado do secretário Scott Bessent.
Em comunicado, o Tesouro justificou a decisão afirmando que “não há forma mais poderosa de reconhecer as conquistas históricas do nosso grande país” do que com o nome de Trump estampado nas cédulas de dólar.
Padrão de personalização institucional sem precedente moderno
A pressão por uma nova cédula integra uma sequência de ações da administração Trump para vincular o nome do presidente a símbolos e instituições dos Estados Unidos. Nos últimos meses, o governo promoveu mudanças de nome do United States Institute of Peace, do Kennedy Center e de uma nova classe de navios de guerra, entre outras iniciativas.
No campo diplomático, o Departamento de Estado anunciou no fim de abril a emissão de um número limitado de passaportes com a imagem de Trump, como parte das celebrações dos 250 anos da independência americana.
Juntas, as medidas compõem uma estratégia de personalização de símbolos nacionais sem precedente na história moderna dos EUA — e que segue avançando por diferentes frentes institucionais.
