Os países-sede da Copa do Mundo de 2026 — Estados Unidos, México e Canadá — anunciaram medidas de controle de viagem para reduzir o risco de contágio pelo ebola durante o torneio.
A decisão foi tomada em meio à aceleração do surto na República Democrática do Congo, onde os casos praticamente dobraram em menos de 24 horas, e após a Organização Mundial da Saúde declarar emergência de saúde pública de interesse internacional.
Escalada no Congo forçou reação dos países-sede
A mobilização dos três governos não foi uma decisão isolada. Nos dias que antecederam o anúncio, o número de infectados pelo ebola no Congo saltou de 300 para 513 em menos de 24 horas — quase o dobro em questão de horas.
A explosão de casos levou a OMS a declarar emergência de saúde pública de interesse internacional, classificação que sinaliza risco de disseminação global e exige resposta coordenada dos países-membros. Com o surto fora de controle, os governos dos países-sede foram pressionados a apresentar medidas concretas.
O avanço do surto já havia forçado os EUA a emitir alerta de viagem após os casos de ebola no Congo quase dobrarem em 24 horas. As medidas agora anunciadas em conjunto com México e Canadá representam uma resposta mais ampla, coordenada entre os três países que receberão o torneio.
A Copa do Mundo de 2026 é realizada de forma inédita em três países simultaneamente, o que implica um volume extraordinário de viajantes internacionais cruzando fronteiras ao longo do evento. A combinação de grande fluxo de pessoas e uma emergência sanitária global tornou inevitável a adoção de medidas de controle nas fronteiras.
A declaração de emergência de saúde pública de interesse internacional pela OMS é a classificação máxima da organização e obriga os países-membros a notificar casos e implementar mecanismos de vigilância compatíveis com o nível de risco identificado.
Com o surto na República Democrática do Congo em rápida expansão, a velocidade com que os casos avançaram nas horas anteriores ao anúncio dos três países-sede evidenciou a urgência de uma resposta coordenada entre os governos anfitriões.
