Política

Irã chama Trump de ‘blefe’ e avisa que gasolina a US$ 6 é problema dos EUA

Porta-voz do Parlamento iraniano responde às ameaças americanas enquanto NYT revela entendimento preliminar sobre reabertura de Ormuz
Trump em tensão geopolítica sobre negociações nucleares Irã Estados Unidos e bloqueio do Estreito de Ormuz

O porta-voz do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, respondeu nesta segunda-feira (25) às ameaças de Donald Trump com ironia e confronto direto: chamou as declarações do presidente americano de “blefe” e virou o argumento econômico contra Washington.

“Se querem gasolina a 6 dólares, que fiquem parados e blefando até que nasça grama sob seus pés”, publicou Rezaei no X — horas depois de Marco Rubio afirmar que um acordo nuclear entre EUA e Irã poderia ser fechado ainda nesta segunda-feira.

A provocação iraniana ocorre em meio a um vaivém acelerado de sinalizações contraditórias. No sábado (23), Trump disse acreditar que o acordo estava “perto de ser concluído” — mas, horas depois, ameaçou “explodir os iranianos em mil infernos” caso as partes não chegassem a um consenso até domingo.

Dois dias antes, o presidente havia publicado no Truth Social que o acordo estava “amplamente negociado” e incluía a reabertura do Estreito de Ormuz — declaração que antecedeu exatamente as ameaças que Teerã agora classifica como blefe. Leia mais sobre o anúncio de Trump no Truth Social.

No domingo, Trump orientou seus representantes a não terem pressa, afirmando que “o tempo está a favor do governo norte-americano” e que “as negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva”. Rubio, em Nova Deli, foi mais cauteloso: “Achamos que poderíamos ter alguma novidade ontem à noite, talvez hoje — eu não tiraria conclusões precipitadas disso.”

Entendimento preliminar e o nó nuclear

Enquanto as declarações se multiplicavam, o New York Times informou que os dois países chegaram a um entendimento preliminar: o Irã reabriria o Estreito de Ormuz em troca da entrega de seu arsenal nuclear. A informação é atribuída a um oficial americano próximo das negociações.

O impasse central permanece: Washington exige o encerramento definitivo do programa nuclear iraniano — condição que Teerã rejeita categoricamente. Rezaei reforçou que o Irã “não se curvará à força e à ameaça”.

Ormuz e o peso econômico do conflito

O nó estratégico da crise é o Estreito de Ormuz. Antes do conflito, cerca de 20% da produção global de petróleo passava pelo corredor — e o fechamento temporário da via marítima pressionou os preços da commodity em todo o mundo. Os EUA impõem, desde abril, um bloqueio aos portos iranianos após Teerã paralisar o tráfego pelo estreito em resposta aos ataques americanos e israelenses iniciados em 28 de fevereiro.

Há duas semanas, Washington já havia rejeitado uma proposta iraniana que incluía o fim do bloqueio naval e a suspensão de sanções — padrão que alimenta o ceticismo de Teerã diante das novas pressões americanas. Veja como o impasse derrubou negociações anteriores.

No início de maio, os dois países chegaram perto de assinar um memorando de paz de uma página — tentativa frustrada que torna o atual entendimento preliminar do New York Times parte de um ciclo recorrente de avanços e recuos. Saiba mais sobre quando Ormuz chegou a ser declarado liberado.

Trump também trouxe à tona o acordo nuclear firmado por Barack Obama em 2015, que previa limitar o programa iraniano em troca do levantamento de sanções. Críticos do pacto — entre eles Israel, cujo direito de defesa Rubio reafirmou nas negociações — alegam que parte dos recursos liberados financiou grupos armados no Oriente Médio.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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