Política

Moraes arquiva caso das bagagens e inocenta parlamentares que viajaram ao Caribe

Decisão do STF encerra investigação contra Hugo Motta e Ciro Nogueira; apuração sobre demais envolvidos retorna a Sorocaba
Investigação bagagens parlamentares STF: Moraes anuncia arquivamento com inocência de deputados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, arquivou nesta quarta-feira (21) a investigação que apurava o envolvimento de parlamentares na entrada irregular de bagagens no Brasil, após viagem à ilha caribenha de São Martinho.

Estavam entre os investigados o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

Para Moraes, as imagens de segurança demonstram que todos os passageiros cumpriram os procedimentos corretos de fiscalização alfandegária, afastando qualquer indício de participação nos crimes investigados.

O voo e o que a PF descobriu

O grupo retornava de São Martinho em avião particular de Fernando Oliveira Lima, o Fernandin OIG, empresário que havia sido alvo da CPI das Bets no Senado. A chegada ocorreu em 20 de abril de 2025 no São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, em São Roque (SP).

A Polícia Federal investigava os crimes de prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho. A suspeita central era que o auditor fiscal Marco Antônio Canella teria permitido que o piloto José Jorge de Oliveira Júnior conduzisse bagagens pela área de fiscalização sem passar pela máquina de raio-x.

A sequência registrada pelas câmeras

As imagens do circuito de segurança do aeroporto mostram o piloto passando pelo ponto de fiscalização duas vezes. Na primeira, submeteu duas bagagens ao raio-x normalmente. Minutos depois, retornou com cinco volumes adicionais — nenhum deles inspecionado.

O relatório da PF descreve que, ao retornar com os volumes não fiscalizados, o piloto “troca olhares e breves palavras” com um tripulante. O auditor fiscal, questionado pela operadora de raio-x sobre a irregularidade, “gesticula com as mãos expressando banalidade e irrelevância”, de acordo com os investigadores.

A própria PF reconheceu que não foi possível determinar a quem pertenciam os volumes ou comprovar envolvimento das autoridades com foro nos crimes apurados.

O caso chegou ao STF porque, ao identificar parlamentares com foro privilegiado na Corte entre os passageiros, a PF encaminhou o processo para avaliação do Supremo. O Ministério Público Federal de São Paulo também entendeu que a Corte deveria se manifestar antes de qualquer aprofundamento das investigações.

Com o arquivamento dos parlamentares, Moraes determinou que as apurações sobre os demais envolvidos — sem foro privilegiado — retornem à 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP), onde o caso tramitava originalmente.

Hugo Motta afirmou ter “cumprido todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira” ao desembarcar e que aguarda manifestação da PGR. O deputado Doutor Luizinho disse não comentar o caso. Os demais parlamentares não se pronunciaram.

O voo que originou a investigação também transportava Fernando Cavendish, empreiteiro condenado na Lava Jato — presença que havia alimentado suspeitas sobre a natureza da viagem antes do arquivamento decidido por Moraes.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

PF apura entrada de bagagens sem raio-x em voo com Hugo Motta e senador

Condenado pela Lava Jato viajou no voo do Caribe com Hugo Motta e Ciro Nogueira

TCU arquiva investigação sobre uso de fundo partidário em voo de Motta

TCU arquiva caso do jatinho de Vorcaro e manda Nikolas responder à Justiça Eleitoral

Moraes arquiva investigação da Abin paralela contra Bolsonaro e Ramagem

Folha aponta oito voos de Moraes em jatos de empresa ligada a Vorcaro